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A grande batalha para fazer um curta-metragem

Confesso ter esquecido a primeira vez que fui acusado de ser idealista. Provavelmente foi quando anunciei meus planos malucos para deixar o extremo Leste de São Paulo e começar uma carreira no entretenimento. Ou seria quando dediquei meu primeiro salário à matricula numa escola de inglês, em vez de comprar roupas ou juntar para comprar um Fusca? Realmente, não lembro.

A história se repetiu quando, já na posição de fanzineiro engajado, resolvi juntar pessoas para criar o primeiro fã-clube paulista de Guerra nas Estrelas – o Conselho Jedi São Paulo – e, um ano depois, trabalhar pesado na idealização da JediCon, hoje, um dos maiores eventos nerds do Brasil. Fiz muita coisa, contrariei muitas “normas” e, sem exceção, venci todas as brigas por esses ideais. Quando mudei para Los Angeles, pensei ter deixado tudo isso para trás, afinal, estava concentrado apenas em ser jornalista.

"Jornalista jedi pena você não ser"

Bom, em pouco tempo o cinema me pegou e cá estou, batalhando um curta-metragem tão idealista quanto minhas batalhas do passado, tão grande quanto minha força de vontade permite e mais transformador do que qualquer coisa que já pensei em 16 anos de profissão e engajamento. Resolvi fazer um filme ... de guerra... em Hollywood... em inglês... e financiado por crowdfunding brasileiro! The Flower Shop vai mostrar que o Brasil pode, e deve, ampliar seus horizontes na temática cinematográfica, sem deixar de ser autoral ou emocionante. Como sempre, na minha vida, alguém tem que dar a cara a tapa. Cá estou! Mas, dessa vez, preciso da sua ajuda. Preciso da sua doação! Entenda as razões.

The Flower Shop nasceu num conto de ficção urbana chamado Pétalas Urbanas, um dos meus primeiros contos mais elaborados. Quando comecei a pensar em histórias capazes de virar bons filmes, por mais que tentasse criar roteiros novos, sempre voltava a essa narrativa. Ela é especial. Ela me faz chorar. Ela faz muita gente se emocionar. Ela fez até minha mãe ler, veja só! Readaptei essa história de um office boy paulistano que encontra uma tulipa misteriosa e precisa tomar conta dela durante um dia mesmo com diversos obstáculos e culmina com uma escolha irreversível.

A história mudou, as locações mudaram e agora temos um drama apoiado pelo pano de fundo do Holocausto, com um bike messenger no papel principal, mas com a mesma emoção da versão original. Por isso, chamo The Flower Shop de drama familiar histórico e urbano. É uma mistura bem equilibrada entre Segunda Guerra Mundial, dilemas modernos e dinâmicas familiares.

Acredito piamente num cinema tão comercial quanto emocionante. Sinto falta disso no Brasil, mas isso é assunto para outra conversa. Acredito nisso e quero fazer isso. O certo seria começar minha produção cinematográfica com Ficção Científica, meu gênero favorito, mas as limitações financeiras são claras e preferi elevar o desafio e partir logo para o drama. E estamos fazendo um trabalho fantástico de pré-produção (acompanhe tudo nos links da nossa Fanpage no Facebook e do nosso site), processo que começou há cerca de um ano e, finalmente, chega ao fim.

Estamos prontos. O elenco está a postos e ensaiado. A história é forte, como diz nossa coordenadora de roteiro, Michele Gendelman, “é diferente da maioria dos curtas, pois trata de algo com poesia e sinceridade; outros curtas perdem o alvo e são apenas retalhos de uma história maior”. Mas falta o elemento principal: o orçamento.

Link Vimeo | Assista em tela cheia e depois volte para o texto

Faltando poucos dias para o final da arrecadação, precisamos de toda a ajuda possível. Nosso orçamento mínimo é de US$ 18 mil e já chegamos a 50%. Justamente por isso, me recuso a desistir. Se mais de 115 pessoas já ajudaram, há mais gente capaz de acreditar, e apostar, em The Flower Shop. Todo esse dinheiro vai ser usado na contratação de uma equipe profissional, na alimentação da equipe por 4 dias, nas locações icônicas de Los Angeles – incluindo o Griffith Park – e até mesmo um hospital e um Campo de Concentração!

Por ser um filme de época, precisamos de fantasias, e vamos usar réplicas perfeitas de uniformes da SS nazista e também da 101st Airborne Division americana. Mesmo sendo muito mais barato que filmar no Brasil, essas coisas continuam com um custo representativo.

The Flower Shop é um filme sério, feito de forma séria e com objetivos claros. Além de ser um tubo de ensaio para projetos futuros, com foco no mercado brasileiro, queremos levar esse filme à disputa final do Oscar Estudantil, o Student Academy Awards, além de concorrer a prêmios em festivais ao redor do mundo. Tudo é grandioso, pois creio que só assim podemos abrir os olhos de produtores e estúdios para o que o talento brasileiro é capaz quando nos arriscamos fora da zona de segurança dos filmes habituais... e sem um estúdio, produtor parrudo ou dinheiro do Governo envolvido!

Crowdfunding é um alternativa poderosa e peço que use. Fizemos um teaser trailer com trilha sonora original escrita por Chris Ryan, pupilo de Michael Giacchimo (Lost, Super 8, Star Trek) e estamos oferecendo inúmeros prêmios para os investidores: nome nos créditos, curso de roteiro com aulas particulares, ingresso online para assistir ao filme, trilha sonora, storyboards, roteiro assinado, camisetas, pacote de documentos para cineastas iniciantes e até o direito de participar do filme!

Alcançar os 50% já provou a força do projeto e a diferença que os brasileiros são capazes de fazer. Agora é questão de espalhar a notícia e convencer seus amigos e familiares a embarcarem nessa jornada. Tudo, porém, começa com sua doação! Por menor que seja, nos ajuda imensamente! Conto com vocês!

Nota do editor: Simples. Gostou do projeto? Basta entrar no site dos caras e fazer uma doação para que mais um projeto foda e brasileiro saia do papel.


publicado em 12 de Setembro de 2012, 21:00
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Fabio Madrigal

Fábio Madrigal (1978) é um contador de histórias. Seja como jornalista, escritor,\r\nroteirista ou diretor, ele transmite o que vê e conta o que acredita. Ativo no jornalismo\r\ncultural há mais de 16 anos, transferiu-se para Los Angeles, onde descobriu a vontade de\r\nfazer cinema. Dirigiu dois curtas-metragens e lança seu primeiro romance "Filhos do Fim\r\ndo Mundo" em janeiro, pelo selo Fantasy (LeYa/Casa da Palavra). Nerd tarja preta.


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