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Como reorganizei minha vida para estar mais presente para minha filha

Flexibilidade de horário, delegação de tarefas, foco e outras fontes de renda.

Não é segredo que o que mais consome o tempo que teríamos com os filhos é o trabalho, não apenas o tempo que passamos nos dedicando a ele, mas também o quanto o trabalho nos consome fora do expediente - pensando no que temos para fazer, o stress do domingo a noite, a olhadinha nos emails profissionais em casa, a mensagem do chefe no Whatsapp ou no grupo do trabalho e etc.

Quantas vezes me peguei respondendo alguma mensagem relacionada ao trabalho no celular enquanto estava ali, com a minha filha na minha frente?

Diversas vezes, tenho o sentimento de que mesmo passando várias horas com ela, não estou passando tempo suficiente e me sinto distante.

Percebi que precisei dar uma reorganizada na minha vida para conseguir estar mais presente, tanto em quantidade de horas, como em qualidade do tempo que passamos juntos.

Essas foram algumas das ideias que apliquei.

Quando estou com minha filha, fico longe do celular

Parece a coisa mais óbvia de todas, mas quantas vezes você se pegou mexendo no celular enquanto estava com os filhos? Rola até uma brincadeira entre alguns pais de que a gente não consegue passar muito tempo com os filhos porque estamos no WhatsApp discutindo paternidade ativa.

Então de forma simples e radical, hora de brincar com a Clara, tiro o celular do bolso e deixo ele fora do meu alcance, preferencialmente em outro cômodo.

Meu WhatsApp tem uma mensagem de aviso "Não recebo notificação, se for urgente me ligue".

Assim eu evito armadilhas de responder aquelas microdemandas via Whatsapp que acabam tirando nosso foco, mas ainda estou à disposição caso alguém precise de mim.  

A prática funciona para qualquer coisa que você precisa se focar, vale também para quando você precisa entregar aquele trabalho mas fica procrastinando.

Fiz uma reserva e um planejamento financeiro

Já falei sobre isso no meu ultimo texto, mas a situação mais comum das famílias quando nasce uma criança é as contas apertarem, afinal, entra plano de saúde, fralda, escola, roupa, brinquedo, médico, remédio...

Algumas famílias entram no cheque especial, outras arrumam mais horas de trabalho, para não precisar entrar no cheque especial, e acabam inevitavelmente se distanciando dos filhos para conseguir grana.

E todo mundo sabe o quanto a falta de grana tira a gente do sério, consome nossa atenção, tira o sono, desgasta a relação e até acaba casamento.

Como o próprio Eduardo Amuri já falou aqui uma vez: a gente precisa gastar um pouco de tempo pensando em dinheiro, para não precisar ficar pensando nele o tempo inteiro.

Aprofundei um pouco mais no assunto no meu último texto.

Busquei fontes de renda alternativa

Planejamento financeiro ajuda, mas tão bom quanto grana em ordem, é grana extra entrando na conta.

Busquei ativamente trabalhos que pudesse fazer a qualquer hora do meu dia para complementar a renda. A grana extra não deixa de ser um porto seguro – se algo dar errado no seu emprego atual, você já tem um plano B para onde correr.

A minha preferência foi por modelos de negócio onde eu precisasse dar uma boa atenção inicial e em seguida pudesse tocar da forma mais automatizada ou com pouco esforço mental.

Testei diversas coisas, de freelance à empreender, algumas deram certo outras nem tanto. De todas, as duas coisas que funcionam bem para mim hoje:

Afiliados

Para quem não conhece o mercado de afiliados, é um universo gigantesco à parte.

Explicando de maneira simplificada: você trabalha vendendo produtos digitais de outras pessoas e ganha uma comissão por cada venda realizada.

Tem produtos digitais que pagam comissões de R$ 15 por venda, como ebooks, até produtos que pagam comissões gordas de quase mil reais, como cursos, oficinais e bootcamps.

A vantagem desse mercado é que você precisa de pouco investimento para começar e de certa forma, pouca grana para investir inicialmente, a curva de aprendizado é relativamente baixa, mas por outro lado, um bocado de tempo e dedicação estudando as ferramentas de anúncio do Facebook e Google.

Há uma dezena de cursos na internet ensinando o caminho das pedras para começar a trabalhar com afiliados e outras dezenas de palestrantes experts no assunto.

A desvantagem é que por ter baixas barreiras de entrada ele é um mercado extremamente competitivo.

Se quiser entrar de cabeça, sugiro começar pelas plataformas Hotmart e Monetizze. Crie uma conta em uma dessas plataformas, veja que tipo de cursos estão buscando afiliados de vendas e procure algo que tenha seu estilo.

Muito importante aqui não cair na armadilha de alguns “gurus” do mercado de afiliados que prometem que você vai ganhar milhões fazendo o curso deles, vá com calma.

Microfranquia

No meu caso específico, investi na Mobibox, um formato de microfranquia onde você aloca um display com acessórios para celular dentro de pontos de venda onde há grande fluxo de pessoas - restaurantes, bares, salão de beleza, posto de gasolina, etc.

Os produtos ficam expostos dentro do estabelecimento, o ponto faz a gestão e ganha uma comissão sobre as vendas.

Foi uma forma de fazer um incremento à minha renda sem precisar me dedicar tempo integral, faço visitas quinzenais aos meus pontos de venda para fazer o fechamento e reposição.

O grande segredo aqui é acertar na prospecção e encontrar um ponto de venda bacana para alocar seu display, quanto mais pessoas passam pelo ponto, maiores as chances de alguém estar precisando de um acessório para o celular e comprar o seu produto.

Recentemente falei com o pessoal da empresa e fui apresentado a um novo modelo de negócio, que engloba estações portáteis e displays que carregam o celular sem fio. Para quem tem estabelecimento comercial ou trabalha com eventos é um caminho interessante para incrementar a renda, da para começar a investir com cerca de R$ 1.600 - quem tiver interesse em conhecer a Mobichargers acessa por aqui e marca um papo com os caras.

Bônus: Aprender a programar

Esse aqui não foi um caso pessoal, mas de uma amiga, achei muito interessante e tem super a ver com quem procura mudar de carreira e busca mais flexibilidade de horário.  

Resumindo a história: Ela foi demitida do emprego e queria um novo emprego que pudesse trabalhar remoto e pagando bem. Se meteu a aprender a programar em um desses cursos online, ficou por 4 meses focada, fazendo aulas online e exercícios.

Concluído o curso, ela se inscreveu em um site de freelancers e começou a pegar trabalhos pequenos  e simples para conseguir bons reviews, foi pegando trabalhos maiores e mais complexos até ser contratada por uma empresa alemã – eventualmente ela acabou voltando à um emprego fixo, mas ela poderia tranquilamente continuar vivendo de trabalhos avulsos.

Ela contou o relato com mais detalhes nesse artigo aqui e, inclusive, menciona o curso que fez. Ela mesma me disse pessoalmente que não é um trabalho divertido, é bem chato, demanda atenção, mas que se paga bem, falta profissionais e a curva de aprendizado é relativamente baixa.

Quem se interessou vale a pena dar uma conferida.

A rotina

Se você já leu algo sobre bebês, certamente já ouviu falar sobre a importância de criar uma rotina porque ela traz previsibilidade e segurança pra vida das crianças e também para a dos pais.

Independente de quão maluco e conturbado seja seu dia, você vai precisar em algum momento parar para tomar banho, comer, dormir e ir ao banheiro.

O lance é você se organizar para em algum momento do dia você parar para estar com os filhos, ou então, você incluí-los em alguma atividade da sua rotina, como por exemplo tomar banho, ir na padaria ou simplesmente fazer uma refeição juntos.

Aqui em casa criamos o hábito de sempre tomar o café da manhã e jantar juntos e, depois, passar algum tempo brincando antes de dormir. Acostumamos a Clara a dormir um pouco mais tarde que a maioria das crianças, talvez não seja o que os especialistas recomendem, mas foi a forma que encontramos de estar mais presentes.

E vocês? O que fazem para conseguir mais tempo com os filhos?


publicado em 26 de Setembro de 2017, 00:05
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Rodrigo Cambiaghi

Gerente de Mídia do PapodeHomem, é especialista em mídia programática e monetização de sites. Reveza o tempo entre filha, esposa, cão, trabalho, banda, games, horta de casa, cozinha e a louça que não acaba nunca.


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