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Não há amanhã: Nossa energia vai acabar

Quando se fala em energia, todo mundo olha pra cima e já relaciona com a lâmpada que queima sobre nossas cabeças. Mas energia é algo muito mais amplo do que isso. E a principal fonte – a fóssil – está acabando.

Numa definição bem ampla, energia poderia ser descrita como a capacidade de produzir um trabalho ou realizar uma ação. Ou seja, para construir uma casa ou fazer o seu carro andar, você precisa de energia.

Materiais que acumulam essa energia são chamados de combustíveis e aqueles que acumulam mais energia têm mais densidade energética do que os outros.

De onde vem a energia?

Existem inúmeras formas de se conseguir energia, mas no nosso planeta encontramos uma substancia incrível: ela é liquida, fácil de transportar, tem uma alta densidade energética e um galão dela contém a mesma energia que 3 anos de trabalho humano. Essa substância também é responsável por parte do seu vestuário, dos seus eletrodomésticos, do seu carro e da sua alimentação.

Essa substância fenomenal é o petróleo e, apesar, de ser tão útil e fantástica, ela está acabando. O petróleo é um bem natural não renovável e segundo estimativas, já usamos metade da reserva mundial.

Se você está achando que este é um texto pró-petróleo, pense de novo. O papo aqui é sobre energia.

E o petróleo, queiramos, aceitemos ou não, é a nossa fonte mais eficiente de energia.

Então é só continuar usando o petróleo, oras

O problema começa quando analisamos o quanto gastamos de energia, pra conseguir energia.

Antigamente, obter petróleo era muito barato. As reservas não eram muito profundas, a qualidade era boa e o custo energético pra obtê-lo era insignificante perto do que o petróleo contém. Gastava-se um barril de petróleo para extrair 100 barris.

Hoje em dia já estamos quase no limiar: quase gastamos tanta energia quanto obtemos com o petróleo, pois as reservas estão cada vez mais profundas (vide pré sal), a qualidade é ruim e os processos de refinamento custam caro.

Atualmente a proporção é de 1 barril gasto pra cada 10 barris extraídos.

Isso sem contar que hoje em dia consumimos 6 barris de petróleo para cada um que é descoberto.

Por que não partir para outras fontes de energia?

Todas as outras tentativas de criar energia ainda não conseguiram chegar perto do petróleo, seja por motivos tecnológicos (fusão nuclear), por motivos de baixa eficiência energética (energia solar) ou por serem intermitentes (energia eólica).

Sem contar que para produzir a cana de açúcar, que vai gerar o Etanol, ainda precisamos do petróleo como combustível dos tratores. Para construir as pás das hélices que geram a energia eólica ainda precisamos do petróleo pro plástico. Ou seja, mesmo que tenhamos outras fontes, elas ainda são dependentes do petróleo. E a proporção entre energia gasta e energia obtida, nessas outras fontes, é desanimador.

O petróleo está presente em todas as nossas etapas de produção

Não fosse só isso, para produzir cana/grãos suficientes para suprir nossa necessidade energética, teríamos que usar vastas áreas que são hoje utilizadas para produzir alimentos.

O que mais tem de notícia ruim?

Pesquisas realizadas nos EUA mostram que uma região leva 40 anos pra atingir a sua produção máxima de petróleo. Dali em diante é só ladeira a baixo.

Globalmente, a quantidade de novos depósitos descobertos atingiu o seu ponto máximo em 1960 e só tem diminuído desde então, sendo que muitos dos principais países produtores de petróleo já atingiram o seu ponto máximo de produção nos últimos 50 anos.

Tem o fato de nossa população global (nossa economia) crescer de forma exponencial, e na taxa atual de 3% ao ano, nossa economia vai duplicar a cada 23 anos. Tem um detalhe: a cada duplicação a demanda por energia e recursos excede toda a demanda existente até então.

Além disso, o nosso sistema econômico é muito dependente no crescimento e no aumento da demanda, seja de recursos ou de dinheiro (que também é uma forma de energia).

E qual a solução pra isso? O que podemos fazer?

Infelizmente essa é uma conta que não fecha e, por enquanto, não temos uma resposta definitiva pra isso.

Não dá para continuar sugando os recursos do nosso planeta indefinidamente, com demanda e população crescente, sem esperar que eles acabem alguma hora.

Todos os fatos apresentados neste texto foram retirados deste vídeo, de pouco mais de trinta minutos.

Um verdadeiro soco no estômago do nosso "way of life".

Link Youtube | Link para o vídeo dublado


publicado em 04 de Fevereiro de 2013, 09:56
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Marcos Bauch

Nascido na Bahia, criado pelo mundo e, atualmente, candango. Burocrata ambiental além de protótipo de atleta. Tem como meta conhecer o mundo inteiro e escreve de vez em quando no seu blog, o De muletas pelo mundo.


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