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O poder do bate-volta de moto

Final de semana. A meteorologia tinha prometido um calor à beira dos 30, e, para muitos, o churrasco e a diversão já começavam. Mas não para minha namorada e eu. Acordamos as 6h30 da manhã rumo a Ilhabela, litoral norte de São Paulo. Queríamos aproveitar o dia para um bate-volta de moto, afinal, para muitos como nós não existe coisa melhor do pegar a estrada em duas rodas.

E para essa empreitada a Yamaha nos emprestou um mito: a XT 1200Z Super Ténéré. Nem dormi direito na noite anterior, de tanta ansiedade.

Pausa para fotos

Rodar 400 quilômetro só para pegar uma praia e voltar? Alguns amigos me chamam de louco. Realmente pode parecer loucura, mas eles não sabem a sensação de bem-estar que é pegar uma moto e acelerar sem a preocupação de planejar hotel, refeições e passeios de antemão. Simplesmente rodar, parar onde bem entender, curtir a paisagem, tirar fotos e conhecer um local que você nunca teve coragem ou tempo de explorar.

Desci até o litoral norte de São Paulo pela rodovia Rio-Santos, que não tem pedágio e tem paisagens de tirar o fôlego. Sentir a natureza ao seu lado e acelerar engolindo as retas e as curvas é quase um orgasmo. Não só para mim: aparentemente também para minha namorada, que a cada curva me agarrava pedindo mais emoção. Que sensação.

As paisagens aparecem logo após descer a serra. O sol, brilhando sem nenhuma nuvem para atrapalhar, e o vento na cara passam a sensação de liberdade pura. Existe um ditado que diz que só um motociclista consegue entender porque um cachorro bota a cara pra fora da janela quando anda de carro. É, me sinto um cachorro nessas horas.

O que realmente faz com que tudo isso valha a pena é unir todas as suas paixões em uma só. Acordar cedo e ver o sol nascer na estrada, iluminando mais um dia. Pegar a estrada e conhecer cada limite da moto, um ponto de frenagem, uma tangência diferente na curva, acelerar e negociar as ultrapassagens. Parar naquela paisagem digna de um quadro e ficar ali, pensando em nada, apenas admirando. Ter alguém bacana, seja uma namorada ou um amigo, que curte tudo isso e topa qualquer passeio, seja pra comer uma torta no interior ou degustar um peixe na praia. Tem coisa melhor?

No meio do caminho, resolvi parar em Maresias. O estômago já reclamava e fiquei sabendo de que por lá existia uma torta de frango que valia a viagem. E não é que era verdade? Aquela torta valeu cada quilômetro.

Paisagens que valem a pena

O relógio apontava uma da tarde. Era hora de aproveitar a praia e colocar o pé na areia. Missão cumprida. Fotos das paisagens, da estrada, da pilotagem e da moto agora fazem parte desse álbum. E a volta? Fica para depois das seis, quando o sol já se esconde e a lua e as estrelas chegam para assumir a paisagem. Nada melhor do que pilotar com aquela lua ao fundo iluminando a estrada.

E quando a semana começa, quando volto ao trabalho, não tiro aquela imagem da estrada na minha frente. A moto, a namorada e a liberdade de ir e vir. Trabalho de forma mais prazerosa e divertida, pois não vejo a hora do final de semana chegar e começar tudo de novo.

Mais fotos

Conhecendo cada canto
Conhecendo cada canto

Na estrada, para o bem ou para o mal
Na estrada, para o bem ou para o mal

Lembranças do trajeto
Lembranças do trajeto

A torta
A torta

As três melhores coisas
As três melhores coisas

Ficha Técnica: Yamaha XT 1200Z Super Ténéré

Sei que não é interessante a todos, mas para os tarados por motos como eu, segue a ficha técnica mais do que completa da moto que usei, emprestada pela Yamaha e pela Alpinestars (a quem muito agradeço):

Motor: 4 tempos / 2 cilindros paralelos em linha / DOHC 8 válvulas / 1199 cc / refrigeração líquida

Alimentação: injeção eletrônica

Ignição: dupla ignição

Partida: elétrica

Diâmetro x curso (mm): 98 x 79,5

Taxa de compressão: 11,0:1

Potência (cv a rpm): 110 a 7250

Torque (mkgf a rpm): 11,6 a 6000

Câmbio: 6 marchas, transmissão final por eixo cardã

Chassi: Quadro: backbone de aço

Suspensão Dianteira: invertida de 43 mm de diâmetro, totalmente regulável, 190 mm de curso Traseira:monoamortecida, pré-carga da mola e retorno reguláveis, 190 mm de curso

Freios Dianteiro: disco duplo de 310 mm tipo wave, acionamento hidráulico, com pinça de 4 pistões e sistema ABS unificado Traseiro: disco recortado simples de 282 mm, pinça de pistão único

Pneus: Dianteiro: 110/80-19 Traseiro: 150/70-17

Dimensões

Comprimento (cm) 225,5

Altura/largura (cm) 141/98

Entre-eixos (cm) 154

Peso (kg) 261

Vão-livre (cm) 20,5

Altura do assento (cm) 85/87

Tanque (l) 23

Desempenho

0-100 km/h (s) 4

0-200 km/h (s) n/d

0-1000 m (s / km/h) 24,4 / 194,3

De 40 a 70 km/h em 3ª (s) 1,9

De 60 a 90 km/h em 4ª (s) 2,2

De 80 a 110 km/h em 5ª (s) 3,1

De 100 a 130 km/h em 6ª (s) 4,2

Máxima na pista de testes (km/h) 199,9

Velocidade real a 100 km/h (km/h) 92,3

Consumo esportivo (km/l) 13,6

Consumo econômico (km/l) 26

Preço: R$ 60.990,00


publicado em 06 de Setembro de 2012, 06:42
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Fernando Irribarra

Fernando Irribarra, 31 anos, jornalista especializado no setor automotivo. Ambicioso, determinado, idealista e aventureiro. Adora sair por aí conhecendo lugares, pessoas, restaurantes ou botecos, pilotando literalmente qualquer coisa que tenha um motor.


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