O que Bill Gates faria se só ganhasse $2 por dia?

A resposta é um modelo de negócios simples e efetivo

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Bill Gates não é, nem de longe, alguém que você olha e pensa que amanhã ele pode estar em uma situação de extrema pobreza.

Há, inclusive, uma estimativa da Oxfam - uma confederação internacional que agrega 20 ONGs que trabalham em mais de 90 países para acabar com as injustiças que causam pobreza - que diz que em 25 anos, Bill Gates pode vir a se tornar o primeiro trilionário do mundo.

Pergunte a alguém na rua o nome de um bilionário ou de alguém muito, muito rico, e possivelmente, essa pessoa vai falar Bill Gates. Ele é praticamente um ícone de riqueza.

Gates também é famoso pelas inúmeras iniciativas executadas por meio da  Giving Pledge Foundation em meio a países pobres ao redor do mundo, muitas envolvendo quantidades obscenas de doações em dinheiro.

Mesmo montado em tanta grana (e também como uma solução estratégica para sua fundação) Bill Gates anda pensando no que ele faria se ganhasse US$2 por dia.

Essa é a realidade de aproximadamente 1 bilhão de pessoas que vivem na linha da pobreza.

A solução pensada por ele é bem simples, mas muito perspicaz, como era de se esperar. Ele criaria galinhas.

 

"Se você vivesse com US$2 por dia, o que você faria pra melhorar de vida?

Essa é uma pergunta real pra cerca de 1 bilhão de pessoas que vivem em extrema pobreza hoje. Não existe uma só resposta, claro, e a pobreza é diferente dependendo do lugar. Mas por meio do meu trabalho com a fundação, encontrei muitas pessoas em países pobres que criam galinhas e aprendi um monte sobre prós e contras de ter esses pássaros. (Como um garoto da cidade de Seattle, eu tinha um monte pra aprender!) É bem claro pra mim que pra praticamente qualquer um vivendo em extrema pobreza, as coisas ficam melhores se ele ou ela tem galinhas.

De fato, se eu estivesse no lugar deles, é isso que eu faria: criaria galinhas."

Os motivos por trás do raciocínio são esses:

Elas são fáceis e baratas de se cuidar: Muitas raças podem comer qualquer coisa que encontrarem no chão (ainda que seja melhor cuidar da alimentação, porque assim elas vão crescer mais rápido).  Você também vai precisar de algum ipo de abrigo, onde elas possam se aninhar, e à medida que o seu rebanho cresce, você pode querer madeira e fios para construir um abrigo. Finalmente, galinhas precisam de poucas vacinas. A que previne a mortal doença de Newcastle custa menos de 20 centavos de dólar.

Elas são um bom investimento. Suponha que uma nova criadora comece com cinco aves. Um vizinho pode ter um galo para fertilizar os ovos das galinhas. Depois de três meses, ela pode ter um rebanho de 40 galinhas. Eventualmente, com um preço de venda de US$5 por galinha—preço comum na África Ocidental—ela pode ganhar mais de US$1000 por ano, versus a linha da extrema pobreza de mais ou menos US$700 por ano.

Elas ajudam a manter as crianças saudáveis. Má nutrição mata mais de 3.1 milhões de crianças por ano. Enquanto comer mais ovos—que são ricos em proteína e outros nutrientes—pode combater a má nutrição, muitos fazendeiros, com pequenos rebanhos acham que é mais econômico deixar os ovos chocarem, vender as galinhas e usar o dinheiro para comprar comida nutritiva. Mas se um rebanho de uma criadora for grande o bastante para dar a ela ovos extras, ou se ela terminar com alguns quebrados, ela pode decidir cozinhá-los para a sua família.

Elas empoderam mulheres. Como as galinhas são pequenas e tipicamente ficam perto de casa, muitas culturas as consideram um animal de mulheres, em contraste com o gado ou cabras. Mulheres que vendem galinhas tem mais chances de reinvestir seu lucro em suas famílias. Leia mais sobre mulheres e galinhas em um post no blog da Melinda.

Bill Gates vem trabalhando para tentar criar mercados sustentáveis em zonas estratégicas, numa tentativa de diminuir a extrema pobreza.

É bem interessante ver a diferença que as galinhas podem fazer na vida dessas pessoas (e, se você está procurando abrir um negócio do tipo, talvez faça na sua também).


publicado em 01 de Maio de 2017, 00:05
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Redação PdH

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