Os três segredos de Federer para seguir na elite do tênis mundial aos 35

Em uma absurda temporada de retorno, o suiço vence o terceiro de quatro torneios que disputou esse ano

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Às 14h desse domingo, Federer e Nadal entraram na quadra central do Miami Open pra repetir a final do Aberto da Austrália 2017 — a qual, de tão épica, virou tema de um artigaço do Breno França aqui no PdH mesmo. E como aconteceu no país dos cangurus, Federer levantou o caneco novamente.

Não foi fácil, entretanto. Federer teve que salvar match points nas quartas de final e jogou uma extenuante e dramática semi com Nick Kyrgios (o australiano fanfarrão que está jogando cada vez melhor, agora que tem controlado seu emocional). 

Apesar disso, o histórico do confronto segue 23-14, em favor de Nadal. O espanhol amargou sua quinta derrota em uma final de Miami, torneio que nunca venceu.

Clique aqui ou na imagem pra assistir aos pontos finais da partida

Numa idade em que a maioria dos atletas já se aposentou (exceto outros seres fora da curva como Ibrahimovic e Kelly Slater), como é possível alguém jogar como ele?

Há inúmeras matérias sendo escritas em 2017 tentando responder essa pergunta, nos mais diversos veículos de comunicação. Segundo o próprio, há três fatores chave:

1. Apreciar e amar o tênis

"Porque se você não amar, então vai ficar difícil demais. Acho que é isso que me manteve seguindo com facilidade, eu sei porque estou jogando tênis. Lá no fundo isso é realmente importante."

2. Um calendário bem montado

"Sempre me certifico de ter tempo suficiente para descansos, férias, preparação, torneios e treinos. A coisa toda precisa se encaixar. Talvez seja complicado retornar nos primeiros jogos, mas depois que você está dentro, é uma grande vantagem ter tirado tempo pra descansar. 

Não é fácil ficar do lado de fora vendo quatro, oito ou até mesmo dez outros caras ganhando torneios enquanto você está em casa se exercitando. Exercitar não te dá muitos pontos."

3. Vida em família

"Eu definitivamente acho que a vida em família teve um efeito positivo em mim como pessoa e em minha vida, como atleta. Meu relacionamento com minha esposa tem sido fantástico."

O ponto 3 pode parecer mentira, mas vemos a veracidade disso após Federer anunciar que vai fazer uma pausa e agora só retorna para Rolando Garros:

"Agora vou descansar porque o corpo precisa de uma pausa, a mente precisa de uma pausa, e a família precisa de mim de novo. E eu quero estar lá. Quero muito isso neste momento. Eu não tenho mais 24 anos. Tenho que aproveitar certos momentos e me manter saudável. Quanto estou saudável e me sentindo bem, eu consigo produzir tênis como esse."

* * *

Federer e Nadal, 13 anos atrás

Mas será que ele honestamente se sente jogando bem ou a concorrência é que está fraca? De novo passamos o microfone a ele:

"É isso que sempre tentei explicar às pessoas — que realmente penso que melhorei. O jogo evoluiu e tive que me ajustar às mudanças. No todo, creio que provavelmente sou hoje um melhor jogador do que era há 10 anos. Isso nem sempre se traduz em resultados, pois os outros caras viera e estão jogando muitíssimo bem, como Novak, Rafa, Murray e todos os outros.

(...)

Creio que ofensivamente, de modo geral, estou definitivamente fazendo algumas coisas melhores do que jamais fiz."

E pra você, como acha que Federer faz pra ser o mais velho jogador a ganhar um Grand Slam e seguir vencendo? Será que alguma das lições dele podem ser úteis em sua vida?


Leituras de aprofundamento:


publicado em 02 de Abril de 2017, 22:37
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