Oyster: 100.000 livros por 9 doletas

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Eu resisti enquanto pude.

No que diz respeito à música, sempre fui meio coxinha. Ou saudosista. Ou chato. O fato é que eu tinha um certo apego pela dificuldade em conseguir achar uma música ou banda. Gostava de me orgulhar quando era difícil comprar ou baixar.

Era divertido ter aqueles arquivos catalogados, todas as tags em perfeito estado. Muitos gigas de música em HD.

Porém, os tempos mudaram. A tecnologia avançou e veio o streaming, tecnologia essa que resolvi dar uma olhada rapidinha. Quando vi, entrei em um caminho sem volta.

Eu era meio assim
Eu era meio assim

Assinei o Rdio e, hoje, não penso em voltar a baixar músicas. Basicamente tudo o que eu quero ouvir (com algumas exceções importantes, sim), está lá. Principalmente aqueles artistas que, de  outra forma, dariam um pouco mais de trabalho para achar para download. Excelente.

No começo eles demoravam um pouco para trazer lançamentos, mas agora, eles estão sempre lá, saindo simultaneamente à iTunes Store. Pra mim, tem sido um relacionamento muito frutífero. Pago minha pequena taxa de R$15 por mês com gosto. Ouso dizer até que pagaria mais.

Agora, parece que o mesmo vai acontecer com livros.

Confesso que tenho aquela predileção pelo livro enquanto objeto, mas a proposta e simplicidade do Oyster me fez pensar seriamente em assinar mais esse serviço. São mais de 100.000 títulos disponíveis a qualquer momento no iPhone ou iPad, por apenas 9 dólares. É quase como entrar em uma enorme livraria, passear por lá e poder levar o que quiser.

A diferença é que aqui você vai ter as mesmas facilidades que tem em um Spotify ou Rdio, incluindo recomendações, vai poder saber o que seus amigos estão lendo, montar listas, ranquear leituras e assim por diante.

Nessa sala não tem 100.000 livros
Nessa sala não tem 100.000 livros

O serviço ainda não tem títulos nacionais, nem traduzidos para o português. E eles ainda não aceitam cartões de crédito que não sejam os americanos. Mas aguardem. Assim que isso chegar por aqui, tende a mudar a forma como a gente se relaciona com a leitura.

Parece mesmo que em breve vamos lembrar dos tempos de download como a idade da pedra do armazenamento de mídia. Filmes, séries, músicas, livros, tudo isso vai estar em algum lugar remoto, pronto pra ser consumido a uma busca de distância.

Talvez, até dê uma saudadezinha das suas pastas psicoticamente organizadas.

Vai dar saudade. Eu sei que vai.


publicado em 05 de Dezembro de 2013, 09:32
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Luciano Ribeiro

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Instagram.


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