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20 atletas femininas que você precisa conhecer

Pratique esportes como uma garota. Temos vinte exemplos que te deixam no chinelo

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“Você sabe porque as crianças amam os atletas? [...] Crianças amam atletas porque eles seguem seus sonhos.”  

- Ryan Bingham (George Clooney), em Up in the air.

O meio esportivo tem sido uma incrível ferramenta para a realização dos sonhos. Não apenas dos atletas que dedicam sangue e suor pela atividade que tanto amam, mas também por oferecer oportunidade às pessoas que, fora do esporte, teriam uma vida bem diferente.

Ao longo dos últimos cem anos, os esportes também assumiram um papel essencial na realização de outro tipo de sonho, o da igualdade entre os seres humanos. Essa intenção fica clara ao lermos o quarto princípio fundamental da carta Olímpica:

“A prática do esporte é um direito humano. Todo e qualquer indivíduo deve ter a possibilidade de praticar desporto, sem qualquer forma de discriminação e de acordo com o espírito Olímpico, que requer entendimento mútuo, com espírito de amizade, solidariedade e fairplay.”

Este compromisso com a igualdade é recente, tanto na sociedade quanto no meio esportivo. Na Grécia antiga, por exemplo, mulheres poderiam ser condenadas à morte por assistirem competições esportivas e, na era moderna, faz pouco mais de 100 anos que elas podem competir nas Olimpíadas, desde os Jogos Olímpicos de Paris, em 1900.

Mas o esporte como ferramenta de mudança social mostra ao mundo toda a real capacidade das mulheres. Em 2012, todas as delegações já tinham mulheres como representantes. Atletas são símbolos de força, que nos motivam e inspiram as gerações na busca de novas posições.

Selecionamos 20 mulheres que fizeram história nos esportes e conquistaram um espaço que antes era inimaginável:

Larisa Latynina

A ginasta ucraniana Larisa Latynina encabeça esta lista por um simples motivo: sustentou o título de maior recordista de medalhas olímpicas por quase 50 anos. Em três Jogos Olímpicos (Melbourne 56, Roma 60 e Tóquio 64) Latynina conquistou um total de 18 medalhas, nove de ouro.  

Seu recorde foi quebrado em 2012, por ninguém menos que Michael Phelps.

Dra. AnnMaria De Mars

Em 1984, a agora CEO de uma empresa de tecnologia e Ph.D em psicologia educacional conquistava a medalha ouro no Campeonato Mundial de Judô, em Vienna, sendo a primeira americana a conquistar um ouro num mundial de Judô.

AnnMaria também é mãe de outra atleta mundialmente conhecida, a judoca olímpica e campeã de MMA Ronda Rousey.

Ronda “Rowdy” Rousey

Ronda Rousey é uma atleta que pode se orgulhar de ser uma lenda viva em seu esporte. Com números impressionantes, Ronda é famosa por finalizar suas lutas em tempo recorde: apenas 3 lutas dela duraram mais do que um minuto.

Não é apenas seu histórico no MMA que impressiona. Ronda foi a primeira americana a conquistar uma medalha de Judô feminino em Jogos Olímpicos, também sendo medalhista em jogos Pan-Americanos e mundiais.

A faixa-preta de Judô é a maior atleta feminina da história das artes marciais mistas.

Hortência Marcari

Considerada uma das maiores atletas do basquete mundial, a brasileira Hortência de Fátima Marcari é a maior pontuadora da história da seleção brasileira, marcando 3160 pontos em 127 partidas, sendo 5 mundiais e duas Olimpíadas.

Hortência é uma entre os seletos jogadores de basquete a pertencer ao Basketball Hall of Fame, junto com outros dois brasileiros: Oscar Schmidt e Ubiratan Maciel.  

Edinanci Silva

Edinanci Silva está nesta lista não apenas por sua inestimável colaboração ao Judô olímpico brasileiro, sendo a primeira judoca brasileira a conseguir classificação para 4 Olimpíadas seguidas, mas por nos lembrar que o propósito de igualdade do esporte deve ser constantemente resgatado. Vítima de inúmeros casos de preconceito, nosso país tem uma dívida histórica com uma das maiores atletas do nosso Judô.

Edinanci Fernandes da Silva conquistou ao longo de sua carreira dois bronzes em mundiais (Paris 1997, Osaka 2003) e dois ouros pan-americanos (Santo Domingo 2003, Rio 2007).

Simone Biles

Aos 6 anos, após uma excursão escolar cancelada pelo mau tempo, Simone Biles acabou passando para visitar o centro de Ginástica Olímpica. Mesmo tão nova, apresentou espontaneamente alguns movimentos aos instrutores e voltou para casa com um bilhete para seus pais: “vocês já pensaram em colocar sua filha na ginástica?”.

Treze anos depois, Biles é um fenômeno da Ginástica Artística: Com 19 anos, coleciona 3 títulos nacionais, 14 medalhas em mundiais (9 ouros) e 5 medalhas (4 ouros) de sua primeira participação olímpica na Rio 2016.

Serena Williams

Considerada uma das mais vitoriosas tenistas da história, Serena Williams conquistou nada menos que 22 torneios “Grand Slam”, 4 ouros olímpicos e é a segunda no ranking mundial de tênis, onde por 3 anos consecutivos foi a número 1.

Serena também é a jogadora de tênis que mais faturou na história (US$80,899,060), ficando atrás apenas dos icônicos Roger Federer, Novak Djokovic e Rafael Nadal.

Daiane dos Santos

Você sabe que é importante para um esporte quando um elemento deste esporte recebe seu nome.  No caso da Daiane, sua importância para a Ginástica Artística mundial ficou marcada na história após batizar dois movimentos inéditos: Dos Santos I (duplo twist carpado) e Dos Santos II (duplo twist esticado).

Sendo diferenciada por sua enorme força física, Daiane foi inspiração para toda uma geração de ginastas, tendo um papel muito importante na popularização do esporte.

Ela possui uma medalha de ouro no Mundial de Ginástica de Anaheim, 2003 e 5 medalhas pan-americanas.

Marta Vieira da Silva

Em termos de números e considerando que estamos falando de futebol, deveríamos ver estátuas da Marta na frente de nossos principais estádios.

Sendo a maior artilheira da história da seleção brasileira (masculina e feminina) com 101 gols, 5 títulos consecutivos de melhor jogadora do mundo (recorde masculino e feminino), a maior artilheira em Copas do Mundo no feminino com 15 gols, 2 medalhas olímpicas de prata e duas de ouro em pan-americanos, Marta é um fenômeno histórico para o esporte de nosso país, alcançando recordes jamais vistos.

Maureen Magi

Em meio às polêmicas é que vem o maior nome do atletismo feminino brasileiro. Maureen Magi causou comoção mundial ao testar positivo no antidoping, chegando a ficar suspensa por dois anos, mas foi absolvida por unanimidade após testes comprovarem que a presença da substância proibida foi de fato causada por um creme cicatrizante.

Maureen é ouro olímpico e quatro vezes ouro pan-americano no salto em distância, também tem uma medalha de prata em pan-americano na prova de 100m com barreira.

Hélia “Fofão” Souza

Com 340 partidas jogadas e um histórico de vitórias de encher os olhos, Fofão é a atleta com mais vitórias do Voleibol brasileiro.

Ouro olímpico em 2008, Hélia Souza já participou de 5 Olimpíadas, também sendo medalhista em outras duas e bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000. Mas a vitória da jogadora vai muito além das Olimpíadas.

A levantadora ainda tem 4 medalhas em mundiais, com ouro em Doha 2010, 4 medalhas em copas do mundo, nove medalhas em Gran Prix, sendo 9 ouro, e 3 medalhas, 1 de ouro, em Jogos Pan-Americanos.

Rafaela Silva

Vítima de racismo nos jogos de Londres 2012 e hoje conhecida por sua história de superação, a moradora da Cidade de Deus, Rafaela Silva, sagrou-se a primeira brasileira campeã mundial de Judô em 2013. Três anos depois, na Rio 2016, Rafaela emocionou o Brasil ao conquistar o ouro olímpico na categoria até 57kg, entrando para a lista dos maiores nomes do Judô brasileiro.

Rafaela é um exemplo de como nós, brasileiros, ainda precisamos aprender muito sobre como respeitar nossos heróis nacionais.

Natália Falavigna

Pouca gente sabe, mas o taekwondo é uma das artes marciais mais praticadas no Brasil. É nesta modalidade que Natália Falavigna fez história e inspirou milhares de outras brasileiras.

Com 4 medalhas em mundiais, sendo 1 ouro e bronze nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, Natália conquistou os meios de comunicação e se tornou um ícone do esporte.

Nadia “Perfect 10” Comaneci

Eleita uma das 100 mulheres mais importantes do século XX, a fama da ginasta romena não fica apenas em sua modalidade, ela é considerada um dos maiores nomes do esporte mundial

A primeira ginasta a conquistar uma nota dez - apresentação perfeita - em uma Olimpíada, Nadia também possui nove medalhas olímpicas (cinco de ouro), quatro medalhas em mundiais (duas de ouro) e nove medalhas de ouro em campeonatos europeus. Hoje, a ex-atleta atua como uma espécie de embaixadora do esporte.

Cristiane “Cyborg” Justino

Antes do Ultimate Fight Championship começar a promover lutas femininas, uma brasileira já fazia história nos octógonos.

A lutadora de Muay Thai e Jiu-Jitsu, Cris Cyborg, conquistou o cinturão do Strikeforce em 2009 quando venceu a norte-americana Gina Carano por nocaute. Cyborg também foi cinturão do Invicta FC e duas vezes campeã mundial de Jiu-Jitsu.

Hoje, com duas vitórias no UFC, Cristiane aguarda sua chance para disputar mais um cinturão.

Birgit Fischer

Com o assustador conjunto de 12 medalhas olímpicas, oito de ouro e 4 de prata, a canoísta alemã Birgit Fischer é a única mulher a conquistar medalhas em 6 Olimpíadas seguidas, ficando atrás apenas de Larisa Latynina em número de medalhas.

A mais nova atleta a se tornar campeã mundial de canoagem, Birgit também fez história em mundiais de canoagem, sendo 27 vezes campeã mundial.

Billie Jean King

Ao vencer o norte-americano Bobby Riggs, num dos mais importantes jogos da história do tênis, Billie Jean King tornou-se não apenas uma das mais importantes tenistas do mundo, como um ícone na luta por igualdade na sociedade e nos esportes.

Com um recorde de 129 títulos simples, sendo 12 Grand Slams, a americana também recebeu do Presidente Barack Obama a Medalha da Liberdade, a mais alta honra civil dos Estados Unidos.

Hilda Lorna Johnstone

Apesar de não possuir grandes títulos, Lorna merece um lugar especial nessa lista. Em 1972, aos 70 anos, a amazona competiu nos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, nos lembrando que idade não é um fator limitador para o esporte.

Hilda, que participou de outras duas edições, é a mulher mais velha a competir numa Olimpíada.

Fabiana de Almeida Murer

Por ter sido considerada alta e velha demais para a Ginástica Artística, Fabiana Murer acabou se encontrando no atletismo. A atleta brasileira foi duas vezes campeã mundial do salto com vara e chegou ao primeiro lugar do ranking da IAAF em 2014.

Em 2016, aos 35 anos Fabiana Murer se aposentou após os Jogos Olímpicos do Rio.

Yana Alexeyevna Kudryavtseva

A russa Yana Kudryavtseva vem conquistando o mundo com seu desempenho na Ginástica Rítmica. Aos 15 anos, Yana se tornou a mais jovem campeã mundial da modalidade, título que conquistou outras duas vezes.

Nos 3 mundiais que participou, Kudryavtseva colecionou a assustadora marca de 16 medalhas, sendo 13 de outro. A ginasta também conquistou prata na Rio 2016.

Amanda Nunes

A brasileira Amanda Nunes, com 17 lutas e 12 vitórias, sendo 9 por nocaute já é um dos grandes nomes do MMA mundial. A baiana, faixa-preta de Jiu-Jitsu, conquistou o cinturão do peso galo feminino em julho de 2016 e é a atual campeã da categoria. Foi a primeira atleta do UFC a se assumir homossexual publicamente. 

Amanda atualmente se prepara para enfrentar a lenda do MMA Ronda Rousey, na defesa pelo cinturão da categoria.

Mecenas: UFC 207

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Mulheres enfrentam batalhas dentro e fora dos esportes. E, com muita luta e suor, vêm conquistando seu espaço.

Essa sexta, dia 30 de dezembro teremos duas grandes mulheres em mais uma dessas batalhas: a luta principal do UFC 207.

Não perca Amanda Nunes defendendo seu cinturão contra Ronda Rousey no UFC 207.


publicado em 27 de Dezembro de 2016, 23:36
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Alberto Brandão

É analista de sistemas, estudante de física e escritor colunista do Papo de Homem. Escreve sobre tudo o que acha interessante no Mnenyie, e também produz uma newsletter semanal, a Caos (Con)textual, com textos exclusivos e curadoria de conteúdo. Ficaria honrado em ser seu amigo no Facebook e conversar com você por email.


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