9 lições de história que os confrontos da Eurocopa remontaram

A maior edição do principal torneio europeu de seleções proporcionou confrontos inéditos, mas também alguns que podem nos dar belas aulas de história

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Você deve ter ficado sabendo que além da Copa América – disputada recentemente nos Estados Unidos – uma outra competição continental está rolando. Do outro lado do Atlântico, franceses estão sediando do dia 10 de junho ao dia 10 de julho a maior edição da história da Eurocopa. Isso porque a organização resolveu aumentar de 16 para 24 o número de concorrentes ao principal título de seleções do continente.

E foi justamente esse incremento de seleções que nos permitiu ver uma diversidade maior de confrontos. Participações inéditas como a do País de Gales e da Islândia renderam algumas histórias incríveis e imagens belíssimas.

Link Youtube - Recepção da seleção islandesa após campanha na Eurocopa.

No que diz respeito às partidas, podemos dizer que o nível técnico ficou um pouco abaixo do esperado. A média de gols não foi lá essas coisas e temos até mesmo um finalista – Portugal – que só ganhou uma partida no tempo normal em toda a competição. Por outro lado, a Euro colocou frente a frente rivais que nos permitiram remontar parte da rica história do Velho Continente.

Te convidamos a conhecer essa lista com 9 deles.

1. França vs Suíça

Começando pelo jogo da própria anfitriã, a França enfrentou a Suíça na última rodada do grupo A e, apesar do jogo ter terminado empatado em uma partida que não trouxe muitas emoções, franceses e suíços compartilham ligações históricas intensas.

Para começar, Suíça e França fazem fronteira e um dos idiomas oficiais da Suíça é o francês. Mas, para além do idioma, a história nos mostra uma série de influências francesas na trajetória suíça como no caso da Revolução de 1798 que sofreu interferências diretas da Revolução Francesa – ocorrida anos antes, em 1789.

A Revolução Francesa interferiu diretamente na Revolução de 1798 na Suíça.

A tal Revolução recebeu o nome de República Helvética durou de 1798 a 1803 e foi estabelecida durante as Guerras Napoleônicas, após a completa invasão francesa aos territórios suíços. Isso fez com que a Confederação Suíça se desmoronasse e a partir desse momento foi estabelecido um estado centralizador com ideias semelhantes ao da Revolução Francesa.

Junto com a resistência dos suíços, desde o começo, problemas financeiros levaram a República a falhar como Estado e sofrer uma enorme instabilidade. Napoleão ainda tentou revertê-la com alguns acordos, mas fato é que em 1815 a República caiu de suas mãos e a Suíça passou por uma nova Restauração. Assim sendo, a partir de 1848 o país começou a tomar rumos parecidos com o que vemos hoje.

2. Inglaterra vs País de Gales

Inglaterra e País de Gales se enfrentaram na segunda rodada do Grupo B e a seleção inglesa saiu vitoriosa com o placar de 2 a 1. Mas quando se fala na história destes dois países, fala-se muito nas brigas territoriais e os problemas do conturbado relacionamento entre os dois com o Reino Unido.

País de Gales também tem como língua oficial o inglês e hoje em dia faz parte do Reino Unido.

Entre os séculos 12 e 13, diversos reis da Inglaterra tentaram conquistar o País de Gales, mas foi só em 1282 que Eduardo I venceu a batalha com o até então príncipe independente de Gales, Llywelyn ap Gruffydd, e conseguiu a conquista do país. Em 1301, Eduardo I nomeou o seu filho como príncipe de Gales e a partir dai, até os dias de hoje, o filho mais velho do rei ou rainha do Reino Unido é coroado com o título de príncipe de Gales.

Cem anos depois, em 1401, houve uma revolta contra os ingleses por parte dos galeses que culminou na independência do País de Gales. Mas isso não durou muito tempo e em 1410 a Inglaterra voltou a governar a região. Anos mais tarde, em 1536, Gales se juntou oficialmente à Inglaterra e em 1801 acabou se tornando parte do Reino Unido junto com Inglaterra, Escócia e Irlanda.

Atualmente, acompanhamos o BRExit e vimos cidades como Londres votarem majoritariamente contra a saída da União Europeia ao lado de países como a Escócia e Irlanda do Norte. Por outro lado, regiões inteiras da Inglaterra e o País de Gales foram, em grande parte, a favor da saída. O que reflete bem a desunião entre os países que o Reino Unido encara atualmente.

3. Inglaterra vs Rússia

Inglaterra e Rússia apesar de terem sido adversárias nessa Eurocopa, foram aliadas em muitos momentos da história dos dois países. Na Primeira Guerra Mundial, Inglaterra e Rússia se uniram para formar a Tríplice Entente junto com a França, o anfitrião da vez, e protagonizaram momentos importantes em escala global.

Durante a guerra, dois grupos se formaram. Enquanto a Tríplice Entente ficou de um dos lados, os Aliados formados inicialmente por Alemanha, Áustria-Hungria e Itália lutavam do outro. Mais tarde, a Itália mudou de lado e abandonou a Tríplice Aliança para fazer parte da Tríplice Entente. Para completar, os americanos que até então só forneciam armamentos, acabaram tomando partido em favor de ingleses, russos e franceses.

As trincheiras eram uma das principais tecnologias de guerra do período.

No início da Primeira Guerra, a Inglaterra era a grande potência mundial e o país que tinha a melhor marinha do mundo, com cerca de 2 mil embarcações. Devido a essa grande experiência e qualidade, as batalhas marítimas tiveram uma grande superioridade por parte dos ingleses o que ajudou muito nas vitórias contra inimigos mais fortes como a Alemanha. Mas ao final da guerra, apesar de ter saído vitoriosa, a Inglaterra entrou em uma grande crise econômica devido a batalhas e territórios perdidos durante a guerra.

Já a passagem da Rússia na Primeira Guerra Mundial não foi tão boa quanto à dos ingleses. Apesar de aliados, os russos tinham um maior interesse em conquistar um acesso ao Mar Mediterrâneo e terras de domínio do Império Otomano – parte da Tríplice Aliança. Mas a participação russa acabou sendo trágica, chegando a abandonar a guerra em 1917 após sucessivas derrotas para os alemães.

4. Alemanha vs Polônia

As duas boas seleções ficaram no 0x0 no jogo da segunda rodada do grupo C dessa Eurocopa. Mas o que a história desses dois países conta é que nunca houve um clima muito amistoso entre os dois. A Segunda Guerra Mundial e o Nazismo são conhecidos pelo mundo todo, e Alemanha e Polônia têm ligação direta nessa história.

A Segunda Guerra Mundial é até hoje o maior confronto bélico da história.

A guerra começou em 1939 justamente após uma invasão da Alemanha Nazista ao território polonês. A União Soviética, então aliada alemã, também chegou a invadir a Polônia e esta teve seu território divido entre os dois países durante um bom período. Mesmo assim, os poloneses conseguiram manter grupos de resistência escondidos dos alemães e dos soviéticos.

Mas talvez o que mais marque a relação entre os dois países sejam os campos de concentração e a escravidão forçada imposta pela Alemanha Nazista de Hitler em territórios poloneses. Em 1942, foram construídos seis campos de extermínio na Polônia, onde as condições impostas a judeus e outros prisioneiros de guerra eram desumanas, chegando a trabalhos forçados sob tortura e desnutrição, além das milhares de mortes em câmaras de gás.

Link Youtube - Só dê play se você aguentar o tranco.

Em 1945 a Segunda Guerra finalmente chegou ao fim quando os alemães foram encurralados por soviéticos (que mudaram de lado), franceses e americanos. Logo depois Hitler cometeu suicídio e o resto do governo alemão acabou se rendendo para dar um fim definitivo ao conflito.

5. Áustria vs Hungria

Pelo Grupo F, os países vizinhos fizeram entre si o jogo de número 138 e confirmaram a segunda posição no ranking de jogos mais disputados na história, atrás apenas de Argentina e Uruguai. O mais legal é que entre 1914 e 1918, as duas seleções se enfrentaram 19 vezes, em plena Primeira Guerra Mundial.

Áustria e Hungria são muito conhecidas na história pela formação do poderoso Império Austro-Húngaro, há 149 anos, lá em 1867. O Império foi formado no começo do século 19 (em 1804) para fazer frente ao Império Napoleônico que existia na França. A Áustria abrangia territorialmente boa parte da atual Iugoslávia, Hungria, Romênia e Tchecoslováquia.

Após alguns anos, numa época em que a Áustria entrou em declínio, ao perder influência na península itálica, ficou muito difícil manter a integridade desse território todo só com a autoridade do imperador austríaco, sediado em Viena. Foi então que Francis Josef, o imperador da época e também marido de Sissi, resolveu criar o Império Austro-Húngaro. Basicamente, ele escolheu a mais numerosa etnias dentre todas que viviam no seu império para fazer parte da sua monarquia - basicamente dividir o nome - e essa etnia era a dos húngaros.

Formou-se, então, o Império Austro-Húngaro em que tanto a coroa húngara quanto a austríaca mantinham o poder. Mas a estratégia acabou desagradando eslovenos, croatas, polacos, eslovacos e checos que não foram chamados pro rolê.

A partir daí, chegamos em 1914, quando o arquiduque mais famoso do mundo, Francisco Ferdinando (herdeiro do trono austro-húngaro), foi assassinado por um ativista radical sérvio. Diante disso, o Império Austro-Húngaro exigiu que a Sérvia rompesse com a Rússia, o que não aconteceu e a lambança estava feita.

Francisco Ferdinando é provavelmente o único arquiduque da história que eu e você conhecemos.

O Império declarou guerra à Servia, mas esta tinha aliança com a Rússia, que assumiu as dores do aliado e declarou guerra de volta. Então, os austro-húngaros ativaram a aliança com a Alemanha que, então, também declarou guerra à Rússia. Inglaterra e França também entraram na treta e o resto é a história da Primeira Guerra Mundial como eu e você veremos adiante.

6. Turquia vs Espanha

Com a goleada de 3 a 0 sobre a Turquia, a Espanha venceu a sua segunda partida pelo grupo D da Eurocopa e garantiu vaga nas oitavas de final. No futebol atual, a Espanha é bem superior à Turquia, mas na história a Turquia já teve seus momentos.

Houve uma época na Europa na qual o Império Otomano dominava tudo, conquistava cada vez mais territórios e, consequentemente, mais poder. Com medo de acabar perdendo aquilo que tinha, a Espanha liderou um movimento conhecido como Liga Santa que contribuiu significativamente para a derrocada turca-otomana.

O Imperio Otomano era treta, rapá.

A Liga Santa visava a defesa da Europa contra o avanço Otomano, tendo como seus principais membros Veneza, os estados Habsburgos da Itália, Nápoles e Sicília, os Estados Pontifícios, bem como outros estados menores como: Gênova, Savoia, os Cavaleiros de Malta, entre outros.

Além de liderar o movimento no papel, a Espanha também financiou metade da frota formada, somando com 1/6 do Papado e 2/6 da República de Veneza. A frota, composta por aproximadamente duzentos navios, era comandada por João da Áustria, meio-irmão do Rei Filipe II da Espanha.

Na Batalha de Lepanto, em 7 de outubro de 1571, a Liga obteve a vitória esmagadora sobre a frota turca ao largo da costa ocidental da Grécia e dois anos depois, em 1573, o tratado de paz foi assinado, a frota dissolvida e o império enfraquecido.

7. Itália vs Espanha

O duelo nas oitavas de final terminou com a Itália garantindo uma vaga nas quartas, após uma bela vitória contra a Espanha por 2 a 0. A Azzurra fez o que sabe melhor e marcou muito para aguentar a pressão e selou a revanche da final da Eurocopa de 2012, perdida por 4 a 0 para La Roja.

Além do clássico no futebol, os gigantes europeus também têm participação num importante evento histórico: a guerra civil espanhola, considerada uma das mais violentas e cruéis da história.

Olhando assim, você não dá nada pra essa galera né? Mas o negócio foi feio.

Na década de 1930 era comum na Espanha alguns conflitos entre esquerdistas e nacionalistas, nas áreas políticas e sociais. Mas tudo piorou quando o general Francisco Franco, em 1936, comandou o exército espanhol num golpe de estado contra o governo democrático e legal da Segunda República Espanhola. O golpe foi um fracasso e resultou numa divisão no país entre falangistas e republicanos. Iniciava-se ali a Guerra Civil Espanhola, e é aqui que a Itália entra.

A Itália fascista foi um importante apoio militar aos falangistas, além da Alemanha nazista, contra as forças populares e democráticas da Espanha, com um pequeno apoio da União Soviética e das Brigadas Internacionais, formadas por operários e intelectuais de outros países. A Itália teve participação, também, num dos episódios mais cruéis da guerra civil: o bombardeio na cidade de Guernica com aviões de guerra fornecidos pela Itália e pela Alemanha. O bombardeio ocorreu em 26 de abril de 1937 e matou cerca de 125 civis espanhóis. Existe, inclusive, uma extensa obra de Pablo Picasso que representa a crueldade do ataque aéreo sobre os civis da cidade espanhola.

Guernica, de Pablo Picasso, é um painel de 3,49 m x 7,77 m

A guerra tornou-se muito mais que uma simples luta pelo controle do governo, ganhou o significado de combate entre o fascismo e a democracia.

Com a vitória dos falangistas, as forças de Franco ocuparam toda a Espanha e deu início ao regime totalitário que ficou conhecido como franquismo, ou seja, a ditadura fascista do general Franco que perdurou até sua morte, em 1975.

8. Alemanha vs Itália

Alemanha e Itália fizeram um dos melhores jogos das quartas de final, levando a partida empatada em 1 a 1 para os pênaltis. Lá, ambas as seleções tiveram a vantagem para classificar, mas foi a Alemanha que garantiu a vaga.

Os dois gigantes europeus são destaque não só no cenário esportivo como também no histórico. Lembra da Primeira Guerra Mundial? E da Tríplice Aliança? Vamos refrescar sua memória.

Não dizem que antes de toda tempestade vem a calmaria? Sdds Belle Époque

A Primeira Guerra Mundial aconteceu entre 1914 e 1918, mas tempos antes, principalmente entre os anos de 1870 e 1914, a Europa vivia um de seus melhores momentos, conhecido como Belle Époque. Um período conhecido como um dos maiores progressos na economia e tecnologia, no qual os países ricos ganhavam mais esperança acreditando que conseguiriam dominar os mais pobres. Contudo, todo esse momento eufórico escondia fortes tensões que estavam pra acontecer, sendo o estopim, a morte do arquiduque Francisco Ferdinando.

Na medida em que os países europeus se industrializavam, maior era a disputa entre eles. Todos queriam dominar a Europa, modernizar sua economia e sobrepor outras nações. Esse clima acirrado provocou uma forte tensão, porque os países ricos começaram a defender seus interesses, principalmente nos mercados consumidores mundiais, com todas as armas possíveis.

Algo que era muito comum na Europa eram as alianças políticas e militares, e durante a guerra mundial, estas alianças permaneceram. Itália, Alemanha e o Império Austro-Húngaro se uniram em 1882 formando a Tríplice Aliança, que tinha como oponentes a Tríplice Entente, formada em 1907 por França, Rússia e Reino Unido. Vale lembrar que a Itália passou para a outra aliança em 1915.

Em 1917 ocorreu um dos fatos mais importantes: a entrada dos EUA na guerra. A importância dos EUA marcou a vitória da Tríplice Entente, uma vez que eles entraram na guerra com um grande volume de soldados, tanques, navios e aviões de guerra. Em pouco tempo as tropas alemãs e austríacas foram derrotadas, forçando os países da Aliança a assinarem a rendição.

Os países derrotados tiveram ainda que assinar o Tratado de Versalhes que impunha a estes países fortes restrições e punições. A Alemanha teve seu exército reduzido, sua indústria bélica controlada, perdeu a região do corredor polonês, teve que devolver à França a região da Alsácia Lorena, além de ter que pagar os prejuízos da guerra dos países vencedores. O Tratado de Versalhes repercutiu na Alemanha, influenciando o início da Segunda Guerra Mundial...

9. Alemanha vs França

Você já sacou que a Alemanha tá em quase todas, né? Mas um lugar onde a Alemanha não vai estar é na final da Euro. A França, dona da casa, venceu os alemães por 2 a 0 na semifinal e quebrou um tabu de 58 anos sem vencê-los em competições oficiais. Derrotados, os alemães se despediram da Euro não sem antes nos dar mais uma aula de sua conturbada história pelo continente europeu afora.

Os dois países se envolveram em muitas e muitas oportunidades, sendo as principais, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, além Guerra Franco-Prussiana e é sobre essa que vamos tratar.

Napoleão se deu mal.

A disputa entre França e Prússia se desenrolou entre 1870 e 1871 e nesse momento você pode estar se perguntando: o que a Alemanha tem a ver com uma guerra dessas? Eu te digo: tudo. A Prússia era um reino germânico, muito forte militarmente, com economia bem desenvolvida e que havia passado por um intenso processo de industrialização durante o século XIX.

Resumidamente, a Guerra Franco-Prussiana ocorreu porque Napoleão III se opôs a ideia de Bismark – chanceler prussiano – de unificar todos os Estados Germânicos. Para tal, a Prússia precisava conquistar os estados do sul alemão. Na mesma época, problemas de sucessão aconteceram no trono da Espanha e um parente do rei da Prússia obteve o direito de ocupar o cargo. Neste momento, Napoleão III, temendo o aumento do poder prussiano na Península Ibérica, se opôs radicalmente e declarou guerra à Prússia em 1870, mas, com um exército formado por militares prussianos e com grande apoio da Alemanha, a Prússia comandou a invasão e a conquista da França.

No ano seguinte, o Tratado de Frankfurt foi assinado e os franceses obrigados a pagar uma elevada indenização de guerra, além de ceder à Alemanha a maior parte dos territórios da Alsácia-Lorena.

Terceira encomenda da pintura sobre a cerimônia de posse de Guilherme I - as outras duas foram destruídas na Primeira Guerra Mundial.

Logo após, Guilherme I foi proclamado Imperador 1871 e concluiu o processo de Unificação Alemã - processo que uniu todos os estados germânicos. Enquanto isso, na França, o regime de Napoleão III foi derrubado e o sistema monárquico chegou ao fim. Houve a eclosão da Comuna de Paris e a origem do nomeado "revanchismo francês", um futuro estopim para a Primeira Guerra Mundial.

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E aí? Curtiu? Lembrou de mais algum confronto que renderia uma boa aula de história? Seguimos a conversa nos comentários.


publicado em 09 de Julho de 2016, 00:10
Bruno miranda

Bruno Miranda

Viciado em esportes e pelas boas histórias que eles podem nos contar. Bruno é criador e editor do Galo Esportes. Acha estranho se descrever em terceira pessoa, mas o faz de vez em quando.


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