Beijo na bochecha > Mão no pau | Do Amor #13

Porque quando os dois querem, meu amigo, o jogo ganha todo um novo campo de interesses

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Um beijo na bochecha é muito mais potente do que pegar no pau, espero que isso fique bem claro. Todos nós conseguimos imaginar as maiores e mais deliciosas atrocidades sexuais quando estamos com tesão por alguma pessoa. 

Ainda bem.

A tensão sexual ocorre quando ambas as partes do jogo estão cientes que participam de um jogo. Tudo está posto, conversas feitas, verdes jogados, brincadeiras premeditadas de um lado e aceitas do outro. Risadinhas, olhares, aquelas idas ao bebedouro sem estar com um pingo de sede, mas porque dá pra passar na frente da mesa dela, tirar dúvidas do outro lado da classe justamente com ele. Cara, é a melhor parte de um dia e todo mundo que ler este texto vai ter muitas histórias com esse querer embutido, tardes de produtividade nula, bombas na escola, o pagamento de meses de academia mal usufruída. 

Tudo em prol desse instante, do deleite máximo do beijo no rosto.

A intenção sempre se sobressai à ação. Nesses recortes, o cumprimento vem sempre com com o propósito de inquietar, acender e queimar todo o tesão acumulado, amontoado feito carrinho de palhaço quando o circo está para pegar fogo. Eita vontade!

É de estímulo que eu tô falando. Aquele beijo cheio de maldade na bochecha com a mão se aproximando da cintura, todos os dois sabendo exatamente do que se trata, a demora no "oi", o cálculo mal feito da distância do beijo para cima (orelha) ou para baixo (canto da boca), derrete por fora e gela tudo por dentro como se tivesse sido colocado dentro do forno de microondas.

Mas é só a tensão sexual.

O resto, com o perdão do termo, é cumprimento de decoro. O sexo é fato, é prova, o que vem antes é a criatividade, a busca da Eureka! Eu já disse em algum lugar que gostamos é de contato humano e não de orgasmos e por mais que a putaria corra solta na hora do vamos ver, a gente precisa dessa aproximação, dessa confraria de dois (ou mais, por que não?), de lenha pra dar chama, pro atrito.

E estímulo é oxigênio. É desse daí que nós gostamos. Por isso a respiração pula errada com o incentivo certo, sobra ar e intento, libido. E nós gostamos, não gostamos?

Gostamos.

Por essa e outras a gente acredita até em deus. Ou no amor.

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Beijo!

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publicado em 07 de Agosto de 2015, 00:00
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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