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Comprei uma Scooter, melhorei minha vida

Cansado do trânsito, de ter que acordar tão cedo e ter poucas horas de descanso, de me estressar tanto para ir a uma reunião quanto para sair com a namorada, eu decidi procurar uma alternativa. Comprei uma Scooter.

Foto: Alessandra Carolina

Pode parecer loucura se deslocar no trânsito caótico e desorganizado de São Paulo em uma dessas, mas, realmente, digo que vale a pena. Num trajeto de 25 quilômetros, onde enfrentaria 1h30 de puro congestionamento, demoro 30 minutos para chegar ao trabalho. E o melhor: com 12 reais para encher o tanque.

As motos do tipo scooter (também chamadas de vespas, lambretas ou motonetas) são utilizadas para deslocamentos pequenos e que não exijam alta velocidades. Geralmente elas são limitadas a 90 km/h, o que pode variar de acordo com a quantidade de cilindradas delas.

No caso da Honda Lead, que eu dirijo, noventinha é de bom tamanho para o dia a dia.

Só tive mesmo que aprender uma coisa:

Buzina é questão de sobrevivência

Ela é a minha mais necessária ferramenta para sobreviver nesse trânsito selvagem. A falta de respeito entre os condutores é impressionante.

Não só os que estão em seus carros, mas também os colegas de duas rodas.

Já presenciei casos onde os condutores de motocicletas disputavam o mesmo espaço como se estivessem numa pista de corrida. O final não foi um trófeu e uma linda mulher entregando um champagne ao vencedor, mas sim um acidente grave envolvendo os dois motociclistas e mais um automóvel. É triste ver a falta de respeito.

Pela minha observação e experiência de quem conhece o trânsito tanto pelos olhos do carro quanto da moto, o grande culpado na maior parte das vezes é a irresponsabilidade do condutor da moto. Mas o motoristas de veículos também têm a sua parcela de culpa.

Depois que passei para o outro lado, percebi que é necessário ter atenção redobrada com o espaço entre os carros. Existem sim os conscientes, que sinalizam a mudança de faixa ou até esperam os motociclistas passarem. Só que existem também os que não sinalizam e mudam de faixa como se trocassem de cueca e aí, meu amigo, é buzina pra todo lado. Ou pior: acidente.

Você pode achar irritante o barulho da buzina, afinal, já esta estressado dentro do veículo, parado ali no trânsito há tempos. Mas é a única maneira de avisar que existe um motociclista no corredor. Chega a ser angustiante e claustrofóbico andar naquele espaço entre os automóveis.

Foto: Alessandra Carolina

Acredito que no futuro (espero que não muito distante) todo motorista seja obrigado a tirar CNH de moto e automóvel.

Nada melhor do que ter vivência dos dois para entender como funciona a segurança de ambos. O motorista desesperado e estressado para chegar ao seu destino, que na pressa se enfia em qualquer espaço à frente do veículo numa outra faixa, muitas vezes sem lembrar de sinalizar, dificilmente agiria assim se sofresse com esse tipo de atitude sentado em uma moto em outros dias.

Quando estou dentro do veículo, minha preocupação se foca exatamente neste momento. A motocicleta não oferece a mesma segurança de um veículo, portanto, sempre fico atento ao corredor para mudar de faixa no trânsito. E quando estou na scooter me preocupo com essas mudanças bruscas de faixa e não ando como se estivesse no autódromo de interlagos.

Mesmo assim, como eu disse antes, vale a pena.

Consigo dormir até mais tarde e chegar no horário. Economizo absurdamente com gasolina e estacionamento, Ando num veículo com baixo índice de furto/roubo. O problema é só quando chove – aí, realmente, recorro ao carro.


publicado em 06 de Novembro de 2012, 15:49
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Fernando Irribarra

Fernando Irribarra, 31 anos, jornalista especializado no setor automotivo. Ambicioso, determinado, idealista e aventureiro. Adora sair por aí conhecendo lugares, pessoas, restaurantes ou botecos, pilotando literalmente qualquer coisa que tenha um motor.


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