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Doe algo que você gosta | Ignição #28

Vamos aumentar a dificuldade do exercício de não-apego?

Olá, amigos!

Bem vindos a mais uma Ignição!

Na nossa última edição, tivemos uma breve conversa sobre o apego e como podemos exercitar o não-apego ao doar objetos dos quais já não fazemos mais uso.

No nosso grupo de WhatsApp, o tema ganhou corpo e a conversa foi longa. Aliás, vou aproveitar agora este novo artigo e convidar mais pessoas. Então, se quiser participar, é só mandar um e-mail pra luciano@papodehomem.com.br com "Quero entrar no grupo da Ignição" no assunto, explicando também os motivos do seu interesse e como acha que pode contribuir. Em alguns dias eu vou parar e convidar novamente quem estiver na fila.

Então, mais uma vez, inspirado pelas conversas no grupo, aqui vai o prática da semana.

Doe algo que você gosta

Normalmente, quando ouvimos falar em desapego, pensamos naquilo que está acumulado, que não serve mais.

Claro que há o seu valor em doar algo que está parado, mas se olharmos com um pouco de atenção, talvez haja um contrassenso nessa prática.

Doar aquilo que não mais nos fisga não é realmente lidar com o apego. Afinal, se aquele objeto já perdeu o brilho e está ali encostado, significa dizer que o próprio apego a ele já se desvaneceu. Assim, se você se livra dele, não há uma energia muito poderosa na ação, pelo menos no que diz respeito ao desafio proposto.

Claro que é melhor do que nada. Afinal, como já comentamos antes, não deixa de haver um exercício de generosidade, de pensar em quem pode se beneficiar daquilo e isso, em si, é super interessante.

Porém, é possível também aumentar a dificuldade e realmente tentar desafiar-se, testar seus limites e ver até onde você realmente consegue se doar e agir de forma menos autocentrada e mais generosa.

Uma das melhores formas é ir contra o impulso do gostar e do desejo de agarrar causados pelo apego.

Esse impulso é um dos mais poderosos que temos em nós. A nossa vida inteira temos como base de praticamente todas as nossas ações um eixo de agarrar aquilo do que gostamos e rejeitar aquilo que nos é desinteressante ou do que não gostamos. Isso é praticamente o motor central. É difícil até pensar em algo que façamos, normalmente, que não inclua de alguma forma esse impulso básico.

Assim, livrar-se de um objeto querido é um gesto extremamente subversivo, uma rebeldia, uma afronta.

Por isso, a prática dessa edição da nossa coluna é: doe algo que você gosta.

Não um objeto escondido no fundo do guarda-roupa, mas sim aquele que causa as mais tenras lembranças. Um presente de alguém querido. Algo que você queria muito e foi difícil de conseguir. Você escolhe.

Não precisa ser nada caro. A única regra é que o objeto tenha significado. Quanto mais imantado melhor.

Pra ajudar, já digo o que fiz. Eu tinha uma caixa de som ótima, de excelente qualidade. Com ela eu já animei festas, toquei em aniversários de amigos e utilizava pra ensaiar dentro de casa. Tenho um amigo que estava montando uma casa e resolvi dar a ele de presente, principalmente porque ele é bem mais festeiro que eu. Foi um presente que pra mim teve um custo alto, tanto financeiro quanto emocional e é algo que eu dificilmente faria. Mas torcendo um pouco o bico pela loucura, fiz assim mesmo (e até já flertei com o arrependimento).

Vale aproveitar a oportunidade pra observar bem essa estrutura do apego, ver como o corpo reage, de que forma a gente acaba se retorcendo pra não fazer isso.

Espero que a prática seja bem interessante aí.

Fico aguardando os comentários de vocês.

Abraço!

* * *

O que é a coluna Ignição?

Resumindo: queremos iniciar processos de transformação por meio de ações práticas.

Aqui no Papo de Homem temos trocentos textos filosofentos falando de tudo. Agora, vamos pra outra abordagem.

Menos papo, mais ação.

Você está perdido e não sabe o que fazer da vida? 

Aqui vamos oferecer um ponto de partida, ações simples que você possa usar como um aquecimento, que coloque seus "músculos" no ponto para você gradativamente começar a lidar com seus problemas de frente.

Como funciona?

De duas em duas semanas vamos sugerir ações práticas acessíveis, para que você possa sair da inércia.

Depois, publicamos mais um artigo para conversar sobre a prática. Pedimos que venham no artigo e relatem, em detalhes, como foi a experiência. Vale qualquer coisa, inclusive e principalmente, se der tudo errado, pois é nessas horas que a gente precisa de apoio e a coisa de termos uma comunidade mais vai fazer sentido. Nos colocando em movimento vamos começar a descobrir irmãos, amigos, enfim, parceiros de transformação.

Com o tempo, vamos cultivar uma rede de parceiros, dispostos a transformar suas vidas e também conversarem sobre o processo todo como uma forma de se incentivarem e se apoiarem. 

A Ignição é incrível, onde encontro os experimentos anteriores?

Muito fácil! Basta entrar na coleção Ignição.

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publicado em 25 de Abril de 2019, 18:59
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Luciano Ribeiro

Cantor, guitarrista, compositor e editor do PapodeHomem nas horas vagas. Você pode ouvir no Spotify. Também escreve no Medium e em seu blog pessoal. Quer ser seu amigo no Instagram.


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