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Nenhuma nudez será castigada

"E o Senhor Deus fez túnicas de peles
para Adão e sua mulher, e os vestiu."

- Gênesis, 3:21

O fotógrafo Matt Blum é um admirador do nu que ele adjetiva de "honesto". Ele é um dos criadores do Nu Project, que desde 2005 fotografa mulheres que não são as gostosonas das revistas em estado natural, sem maquiagem ou produção. Matt e os demais fotógrafos já percorreram a América do Norte e alguns países da América Latina e, em novembro, chegam ao Brasil para retratar mulheres que são lindas justamente por serem normais, sem artifícios.

Mais de 100 mulheres já foram fotografadas para o Nu Project. Os ensaios são bem rústicos, sem os recursos comuns a um ensaio. Sem Photoshop, sem maquiagem pesada, sem luzes especiais... É só a mulher, o fotógrafo e seu habitat natural.

"Nós nem pedimos que as mulheres mandem fotos antes de se inscrever no projeto. Elas só precisam ter mais de 21 anos, disporem de um lugar para fotografar e estarem disponíveis para a foto”, explica Matt em entrevista ao portal iG.

É sim uma celebração da nudez normal. Da mulher in natura. E quem tiver interesse em ser fotografada em novembro, pode escrever para info@thenuproject.com.

O fascínio da nudez

Poucas coisas causam tanto fascínio quanto a nudez feminina. A mulher ali, na crueza de sua pele, no estado al dente, causa imenso torpor no homem tal qual uma miragem de oásis num universo de areia – contemplar sua nudez é prolongar a sede para, enfim, saciá-la com mais vontade.

A nudez é o estado in natura. Sem artifícios. Sem blindagens. É o mais próximo que chegamos da natureza, do instinto, do espírito ancestral. De certa forma, vestidos, somos todos fingidores.

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Contudo, até a nudez natural anda em crise. Repare nas mulheres na TV e nas capas de revista: todas iguais, todas saradas, todas peitudas, todas com aquela cara de "eu sei que você quer me comer porque, afinal, quem não iria querer?". É uma nudez feita em série, quase homogênea. É a celebração do artificial, do sintético. E é assim que se perde o fascínio pelas coisas: quando elas se tornam comuns, ordinárias.

Sigamos o exemplo de Matt Blum.


publicado em 24 de Abril de 2012, 21:01
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Rodolfo Viana

É jornalista. Torce para o Marília Atlético Clube. Gosta quando tira a carta “Conquiste 24 territórios à sua escolha, com pelo menos dois exércitos em cada”. Curte tocar Kenny G fazendo sons com a boca. Já fez brotar um pé de feijão de um pote com algodão. Tem 1,75 de miopia. Bebe para passar o tempo. [Twitter | Facebook]


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