Presente de dia dos namorados explicados por 7 mulheres

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Nota do editor: nada poderia ser mais simples. Sete meninas lindas falando sobre suas experiências com o Dia dos Namorados e contando sobre o melhor e o pior presente que já receberam na data. Vale para sentir o que elas acham interessante e o que definitivamente não as agradam.

 

Jaque Barbosa

Criadora do Casal Sem Vergonha – junto com Eme Viegas.

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O pior presente: acho que os piores presentes que você pode ganhar de alguém que ama são aqueles clichês e sem personalidade. Aqueles que você percebe que a pessoa passou correndo no shopping algumas horas antes e comprou a primeira coisa que viu na frente só pra não passar batido. Ou seja, poderia ter sido pra qualquer mulher que o presente não mudaria. Já recebi alguns presentes nessa categoria do tipo:
– Sapato de salto mega alto, sendo que eu odeio e não uso salto;
– Bichinho de pelúcia que na minha opinião, jamais deveriam ser dados para alguém que tem mais de 13 anos (o destino dele? Foi parar em uma doação pra um orfanato. Certeza que as crianças gostaram mais);
– Buquê de flores. Explico: eu amo flores, mas acho uma judiação quando elas são cortadas somente pra enfeitar a minha casa. Se elas chegam sem cartão então, pior ainda. Por isso, sempre prefiro ganhar vasos de flores que eu possa cuidar e que irão durar por bastante tempo.
O melhor presente: Os melhores presentes pra mim são sempre aqueles que envolvem experiências e não somente algo material, porque acredito que eles marcam muito mais do que qualquer objeto no mundo.
Uma das que mais me marcaram foi quando um ex namorado passou em casa e disse que iria me levar pra um programa surpresa. Ele tinha preparado uma cesta de piquenique que estava no porta-malas e me levou para um parque lindo onde passamos uma tarde deliciosa. A melhor parte desse tipo de presente é que eles costumam ser extremamente baratos e significativos.

 

Verônica Gunther

Escreve aqui, no Supremas e no Hypeness.

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Eu sempre dei azar nessa de Dia dos Namorados. Ou eu tinha recém terminado o namoro, ou recém começado algo e a data em si passava em branco. Hoje já está numa fase de tanto faz, não preciso de um dia específico mesmo. Quando a gente gosta de alguém de verdade não precisa de uma data pra lembrar. Porém já que é pra contar o melhor e o pior, aqui vai!

O melhor presente: uma caixa surpresa. Eu havia conhecido o moço há pouco tempo. Na verdade, ficamos apenas uma vez na cidade que ele morava, Salvador. Eu voltei pra São Paulo e nos falávamos por telefone todos os dias, por horas a fio. Um mês depois, era Dia dos Namorados. Recebi em casa uma caixa enorme, cheia de mimos e uma carta. Pouco tempo depois, lá estava eu em Salvador de novo.

O pior presente: flores. Eu odeio ganhar flores, dessas de buquês, de floricultura, de valor pré-estabelecido sentimentalmente. Dar flores desse tipo é o presente mais fácil e vazio que alguém pode me dar. Sempre disse que prefiro ganhar uma flor, num momento em que por acaso ela estava lá e a ocasião era bonita pra ser lembrada.

 

Marina Martini Tomagnini

Criadora do YouCanMake.

Presente de dia dos namorados explicados por mulheres

O melhor presente: o presente que mais me marcou foi um gesto lindo e simples. Era o primeiro ou o segundo Dia dos Namorados que passávamos juntos. Ele me levou no quarto dele e abriu uma das gavetas do guarda-roupas. A gaveta só tinha coisas de mulher (pantufa, pijama, necessaire, escova de dentes, etc.). Não entendi bem e foi ai que ele disse: "comprei essas coisas para você, essa gaveta agora é sua, porque eu quero você sempre aqui, sempre perto".

Fiquei emocionada não pela gaveta em si, mas pelo que ela representava. Significava que ele estava abrindo um espaço para mim, querendo garantir que eu fizesse parte do mundo dele, que realmente me queria sempre perto. Ele não estava simplesmente querendo me agradar com algo que custava muito dinheiro, estava abrindo o coração na forma mais sincera. Esse é o presente mais lindo que alguém pode me dar.

O pior presente: Acho meio tedioso receber flores e chocolates no Dia dos Namorados, mas esses não foram os piores. O que eu menos gostei foi um anel de compromisso. Entendo que alguns casais gostem de usar, mas eu nunca gostei e sempre deixei claro. Mesmo assim ele foi lá e comprou.

Não só eu fiquei triste por ele não ter me escutado, como fiquei indignada quando ele disse que se eu não usasse não estaria mostrando que gosto dele de verdade. Senti que foi um gesto egoísta, nem um pouco pensado em mim ou em nossa relação, mas apenas nele e em sua falta de auto confiança. Neste caso eu preferia ter ganhado flores ou chocolates.

 

Mari Graciolli

Lembram desse "bom dia"? Nosso primeiro original.

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O melhor presente: namorei quase cinco anos, foram muitos presentes trocados, mas o que mais marcou foi um colar que eu ganhei no segundo Dia dos Namorados. Tinha um pingente de coração lindo e eu não imaginava que ia ganhar uma joia. Marcou pela delicadeza e surpresa do presente.

O pior presente: não tem nenhum presente que eu não tenha gostado. Eu só senti falta de ter jantares românticos no dia 12. A gente nunca saiu pra comemorar o dia.

 

Marina Santa Helena

Criadora do Supremas.

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Antes de falar dos presentes que já recebi, queria dizer que em meus relacionamentos, predomina a filosofia de que não é preciso dar alguma coisa só porque é Natal, Dia dos Namorados ou alguma outra data do gênero. Tá sem ideias, sem tempo ou sem dinheiro? Ok! Não precisa comprar uma coisa só por comprar. Agora, se a pessoa me aparece com um treco inútil, sem personalidade, só pra bater ponto e dizer que deu um presente, eu fico furiosa.

Mas, voltando aos presentes...

O pior presente: uma vez ganhei de um namorado uma daquelas camisetas "Fui à Fortaleza e lembrei de você" e mais um par de brincos de plástico horrorosos. E o pior: o safado tinha viajado pro Ceará na Semana Santa e guardado ~com todo amor e carinho~ as tais das tranqueiras para me dar só em Junho, no Dia dos Namorados. Rá! Nem precisa explicar porque não durou, né? Tive vários outros momentos como esse na vida amorosa.

O melhor presente: porém, ao longo dos últimos 6 anos, meu marido conseguiu corrigir esse bad karma com os presentes mais incríveis do mundo, como viagens surpresa, jantares, um celular legal, bolsas (peça ajuda para uma amiga dela se não souber qual escolher!) e, o melhor de todos: um blog lindo, todo dedicado à nossa história.

 

Luana Almeida

Nosso segundo "bom dia" original. Vale replay.

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O melhor presente: não posso negar que gosto de presentes-conceito. Aqueles que não são necessariamente algo material, de valor, mas que tem um puta significado sentimental e uma certa criatividade. Mas, de fato, não há nada mais legal do que a mulher sentir que o cara realmente nota nas coisas que ela fala e gosta.

O último presente de Dia dos Namorados que recebi me marcou. Não por ser uma linda camisa com corte e cores que eu adoro. Não por ser comprada em uma loja que eu adoro. Talvez o fato do presente ser embalado em uma caixa delicada (obs: é a imagem que ilustra a capa desse post), enrolada em seda e fita tenha ajudado. Mas a verdade é que a grande surpresa foi ter aberto a caixa e avistado de primeira um envelope.

Confesso que quando o vi pensei que seria qualquer bilhete-clichê como aquele que eu havia recebido quando ganhei as flores (de outro namorado, logicamente). Porém, quando abri o envelope vi uma carta escrita à mão. Não era um bilhete clichê. Era uma carta que expressava sentimentos que a pessoa que escreveu não costuma expressar. A carta foi o grande presente, a camisa foi um belo complemento.

O pior presente: Pode parecer um pouco estranho uma mulher falando isso, mas quando me pergunto qual foi o pior presente de Dia dos Namorados que ganhei em toda a minha vida, sem dúvidas, a primeira coisa que surge em minha mente são flores. Acho que o problema não são as flores em si, o problema mesmo é serem rosas, vermelhas, embaladas naquele papel transparente que faz barulho com um envelopinho e bilhete clichê.

E o pior de tudo: entregue no seu trabalho. Até hoje, não houve nada mais frustrante que essa experiência e a minha cara de paisagem-fake quando tive que olhar para a cara do meu ex-namorado.

 

Valentina Piras

Se Tarantino tivesse dirigido um de nossos "bom dias", seria esse.

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Olha, eu tive dois longos namoros de 5 anos cada um! Em todos esses 10 anos, nunca troquei presente de Dia dos Namorados. Às vezes eu até mandava uma carta, um cartão, porque sou do tipo romântica mesmo, mas comprar presente, em meus dois namoros, era algo que não fazia muito sentido.

Ser obrigado a comprar algo naquela data que, na realidade, é algo puramente comercial e está lá pra cumprir uma lacuna no comércio brasileiro (nunca pensaram que faria mais sentido o Dia dos Namorados ser comemorado no dia de São Valentim, no 14 de fevereiro, como é no exterior? Mas como temos carnaval e mil outras coisas, essa data foi mudada para movimentar o comércio nacional, quando interessava?).

Enfim, na minha concepção e dos meus dois namorados, não era "nossa cara" trocar presentes. Mas aproveitávamos sempre a data pra ficarmos juntos.

Acho que presente deve ser algo natural e partir da pessoa num momento que ela lembrou de você realmente, e não foi "obrigada" a dar algo. Mas quem curte presentear, também pode usar a data como pretexto para dar mais um presente, o que também é legal.

Mecenas: quem disse, berenice?

No dia dos namorados, a Quem disse, Berenice? preparou o "Presente à prova de erro", uma seleção dos produtos favoritos das mulheres para você acertar no presente. As opções vão de R$ 59,90 a R$ 199,90.


publicado em 07 de Junho de 2013, 15:18
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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