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Protetor solar: nove dicas pra você saber o que usar para não morrer de câncer à toa

O câncer de pele não melanoma é o que mais atinge os brasileiros, com um terço dos diagnósticos. Tá na hora de a gente se cuidar como se deve

Por mais que o Donald Trump diga que não, estamos em um mundo que está se aquecendo cada vez mais. Do Blog do Planeta, do site da Época: "Dados da Nasa e da OMM mostram que 2016 foi o ano mais quente já registrado, com temperatura 1,1 grau célsius maior do que a média. O aquecimento é causado pela emissão de gases de efeito estufa".

O bicho tá pegando e vai pegar ainda mais. 

Estamos, quase que literalmente (esse "quase" salva tanto a gente), tostando. E não é criar celeuma ou histeria coletiva a cerca dos perigos do sol. É parar, de uma vez por todas, para lidar com a situação. Não vamos aguentar se a gente simplesmente seguir.

Peguemos mais dados pra sacar melhor essa discussão. No site do INCA, Instituto Nacional do Câncer, diz-se que em 2016 a estimativa de ocorrência de câncer no Brasil era de mais de 596 mil casos. "Entre os homens, são esperados 295.200 novos casos, e entre as mulheres, 300.870.  O tipo de câncer mais incidente em ambos os sexos será o de pele não melanoma (175.760 casos novos a cada ano), o que corresponde a 29% do total estimado".

Um terço das pessoas com câncer no país é na pele. O principal fator de risco para o câncer de pele não melanoma é a exposição ao sol. Joaquim Mesquita Filho, que coordena a campanha nacional de prevenção da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), em entrevista à Folha de S. Paulo no final de outubro sobre os benefícios do da exposição solar (essencial à nossa saúde, "atua na fixação de vitamina D, ajuda na produção de endorfina e trata doenças como psoríase, eczema e vitiligo), diz que, sim, precisamos tomar sol sem proteção, mas com uma exposição bem rápida e desde que a pessoa não tenha fatores de risco. "Dez minutos por dia, antes das 10h", isso em rodízio de partes do corpo que não recebem luz solar com frequência. 

Ou seja, precisamos demais da exposição ao sol, mas com total parcimônia e com muito menos frequência e intensidade que a simples condução do nosso cotidiano.

Cuidado aí, gente bonita!

Se não queremos ser parte da estatística, parte do aumento de câncer de pele no país, é necessária a condução de uma outra cultura na qual a proteção se torne rotina e, mais ainda, que tenhamos conhecimento do assunto para saber conduzir esse novo cotidiano.

Novamente, vale demais frisar que não se trata da ânsia de criar medo nas pessoas, um alarde sobre o tema. A gente precisa mesmo voltar os olhos para uma situação irreversível no curto e médio prazo, e reparar que temos uma realidade de país tropical abençoado por deus e bonito por natureza e quente pra cacete, com aquele douradão mandando raio UV da costa ao Acre.

Pedro Bial pediu? Pois é.

Use filtro solar.

Pra gente entender mais disso, eu peguei da Go Outside uma conversa com dicas fodas. Eles conversaram com os dermatologistas Darrell Rigel e Cameron Rokhsar, da Academia Americana de Dermatologia, pra saber sobre protetor solar e práticas que podemos adotar pra melhorar essa nossa nova cultura:

O fator 30 é seu melhor amigo

Ambos os médicos recomendam o fator 30 como sua escolha ideal. Protetores com fator inferior param de fazer efeito muito rapidamente, te deixando suscetível a queimaduras antes de você se lembrar de reaplicar.

E loções com fator muito alto  não protegem muito mais. Ser generoso com a quantidade de protetor aplicada e reaplicar o produto frequentemente são muito mais importantes do que um numero alto.

Reaplique a cada duas horas

Muita gente aplica uma camada de protetor e esquece da pele pelo resto do dia. Mas não é assim que o protetor é feito para funcionar. Geralmente, protetores agem por duas horas se você não estiver na água.

Os que são resistentes à água costumam durar cerca de 40 minutos, e os que são MUITO resistentes à água aguentam até 80 minutos. Durante o sol mais forte – das 12h às 15h – é ainda mais importante reaplicar.

Escolha cremes com zinco e titânio

Os óxidos de zinco e titânio são ingredientes que ficam na superfície da pele e bloqueiam os raios nocivos, portanto certifique-se de que o seu protetor tem estes dois componentes.

Aviso: alguns cremes contêm variações destes compostos, como dióxido de zinco, por exemplo, o que também funciona. Procure também protetores de espectro amplo, que protejam contra raios UVA e UVB.

E não esqueça de agitar o frasco antes de aplicar o produto na pele.

Atenção a ingredientes “chiques”

É verdade que alguns componentes bacanudos como chá verde e vitamina C ajudam a proteger sua pele do efeito do sol, mas a maioria dos protetores não tem quantidades suficientes destes ingredientes para realmente fazerem efeito.

Certifique-se de que o protetor funciona – o que vier além disso é lucro.

Escolha a fórmula certa

Protetores em spray estão na moda porque são mais fáceis de aplicar, mas são precisos alguns cuidados. Ao aplicar no rosto, cuidado para não deixar o jato entrar em contato com os olhos – com certeza vai arder.

Se você pretende usar um produto em spray para praticar esportes, escolha um que seja especifico para este fim, feito para não arder quando o suor escorrer no seu olho.

E se a ideia for mesmo praticar exercícios físicos, escolha uma formula mais leve, que não “grude” na pele e ajude a manter o calor dentro do corpo.

Não esqueça de espalhar

Pode parecer que um protetor em spray já cobriu sua pele inteira, mas é melhor garantir.

Faça como se estivesse usando um creme e, após aplicar, espalhe pela pele para garantir o efeito e não deixar nem um pedacinho descoberto.

Use mais do que você acha que vai precisar

De acordo com os médicos, as pessoas costumam aplicar cerca de um quarto da quantidade ideal de protetor. Para o corpo, a dica é usar o equivalente uma dose de bebida (pense em um copinho de shots).

Para o rosto e pescoço, use uma colher de sopa cheia.

Roupas protetoras

Mais eficaz do que protetor solar são barreiras físicas, como roupas, e é bom usá-las sempre que possível. Mesmo roupas comuns oferecem um fator de proteção leve.

Veja como escolher*:

  • Material: lã e melhor do que seda, que e melhor do que algodão;
  • Cor: escuro é melhor do que claro;
  • Tecido: quanto mais fechada a malha, maior a proteção;
  • Secura: a roupa seca protege mais do que molhada. O FPS de uma camiseta branca de algodão quando molhada é de cerca de 3.

Como você provavelmente não quer fazer trekking vestindo uma malha preta de lã, opte por roupas que têm tecnologia protetora – elas têm a malha mais leve e podem ser coloridas, mas recebem tratamento ou tinturas que repelem ou atrapalham a ação dos raios solares.

* Nota do editor: a conversa original da Go Outside era para a época do inverno, quando deixamos mais de lado a proteção contra o sol. Por isso, o pedido para a utilização de roupas de lã, por exemplo. Aqui, vale só a regra central de que tecidos e roupas ajudam o nosso corpo a se proteger do sol.

Use um chapéu de abas largas

A melhor opção para proteger o rosto é sempre cobri-lo, de preferência com um chapéu que cubra também a região do pescoço e da nuca.

Além do mais, um chapéu de abas largas ajuda a bloquear parte do sol que incide no resto do corpo também.


publicado em 21 de Dezembro de 2017, 00:00
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Jader Pires

É escritor e colunista do Papo de Homem. Escreve, a cada quinze dias, a coluna Do Amor. Tem dois livros publicados, o livro Do Amor e o Ela Prefere as Uvas Verdes, além de escrever histórias de verdade no Cartas de Amor, em que ele escreve um conto exclusivo pra você.


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