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"Aqui tinha uma escola" – dois enviados do PdH estão em Mariana para uma reportagem especial, eles precisam da nossa ajuda

O que vocês gostariam de perguntar e investigar sobre a tragédia em Mariana? Nosso time vai tentar responder pra vocês

A tragédia ambiental de Mariana não é só "mais uma". Está dentre as maiores da história, com impactos ainda difíceis de serem medidos.

 

Além dos 12 mortos, o tsunami marrom deixou um rastro de devastação por onde passou. O biólogo André Ruschi – diretor da escola Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz, Santa Cruz, no Espírito Santo – afirma que estamos diante de um dano que possa ser equivalente a dizimar todo o Pantanal de uma só vez, pelo ecossistema marinho ser mais sensível do que o terrestre.

Ainda segundo Ruschi, os danos podem levar até 100 anos para serem revertidos.

Não vamos nos esquecer tão cedo do impacto desses 62 bilhões de litros de rejeitos do beneficiamento do minério de ferro ─ o equivalente a 25 mil piscinas olímpicas ─ despejados ao longo de 500 km da bacia do rio Doce.

A ONU criticou duramente a resposta da Samarco e do Governo Brasileiro ao problema, defendendo que "o debate não foi proporcional à escala do desastre".

Por isso enviamos duas pessoas à Mariana para uma reportagem especial, esse assunto não pode morrer

 

Estão lá agora os jornalistas Ismael dos Anjos (que vocês já conhecem de vários textos por aqui) e Nina Neves

Eles vão registrar tudo que não está sendo adequadamente contado pelos canais tradicionais da mídia. Conversamos sobre produzir um conteúdo alinhado com vertentes do jornalismo nas quais pessoalmente acredito muito – apesar de serem incipientes:

Por vezes o jornalismo usual se foca nos aspectos trágicos de um acontecimento. Somos bombardeados por notícias que nos causam indignação, raiva, choque, confusão e até mesmo paralisia. Aqui uma palestra do excelente Alain de Botton explicando em mais detalhes muitos dos maiores problemas do modo como se faz jornalismo hoje – sobre isso, recomendo muito o livro "The News".

Nossa proposta será explorar histórias de resiliência e soluções, sem glorificar ou vilanizar em busca de audiência barata. 

Problemas complexos exigem soluções complexas, que tendem a ir muito além de declarações de efeito. Sugiro aos interessados ler os três links que deixei acima, são excelentes e já representam um bocado do que tentamos fazer no PdH, na medida do possível.

Como vocês podem ajudar?

Nos digam nos comentários o que gostariam de investigar e perguntar sobre a tragédia.

No futuro pretendemos realizar mais reportagens especiais sobre temas de grande interesse das pessoas, seja com apoio de marcas ou usando ferramentas de financiamento coletivo como o Catarse.

Por exemplo, poderíamos tentar financiar coletivamente mergulhos investigativos sobre a CBF, sobre as Olimpíadas no Rio. Basicamente sobre qualquer tema que a comunidade (vulgo, vocês) acredite haver necessidade.

Essa ida a Mariana não deixa de ser um embrião de sonhos nossos para o futuro.

Comentários, críticas e sugestões de vocês serão essenciais ao processo, pessoal. Vamos seguir atualizando nossas redes com a cobertura mais rápida, em especial o Instagram.

Um grande abraço!


publicado em 05 de Dezembro de 2015, 17:36
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Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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