10 fotos de pessoas antes e depois de serem beijadas que vão te surpreender

Ela foi a um festival e pediu para fotografar pessoas, depois pediu para beijá-las e então pediu para fotografá-las novamente. Deu nisso:

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Nos últimos dias, nós, brasileiros, lidamos com duas notícias bastante polêmicas. Ambas ligadas à homossexualidade.

Primeiro, veio o boicote e posterior cancelamento da exposição "Queermuseu– Cartografias da diferença na arte brasileira", por parte do Santander Cultural, em Porto Alegre.

Depois, veio a concessão da liminar que libera o tratamento psicológico de homossexuais, por parte do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, do Distrito Federal.

 

Sem entrar em questões de "lugar de fala", não me senti à vontade para emitir opiniões sobre nenhum dos dois assuntos, mas como curioso (e jornalista), acompanhei minimamente a polêmica, a cobertura e a repercussão de ambos.

Na minha bolha, porém, muitas pessoas se manifestaram e a maioria usou argumento do tipo "toda forma de amor é válida", "amar alguém nunca poderá ser considerado uma doença" ou "o amor só traz coisas positivas, o que precisa de tratamento é o ódio e o preconceito".

Qual foi minha surpresa, portanto, ao me deparar com o trabalho da fotógrafa norueguesa erradicada em Nova Iorque, Johanna Siring. Ela foi ao festival dinamarquês Roskilde deste ano com uma missão diferente das demais pessoas. Enquanto todo mundo estava 'preocupado' apenas em curtir a música, ela queria documentar a mentalidade de espírito livre no festival e fez isso tirando fotos de estranhos antes e depois de beijá-los.

Isso mesmo. Sua prática era muito simples: se aproximar de alguém sem fazer distinção de idade, raça ou gênero e pedir para fotografá-lo. Na sequência, ela explicava seu projeto e perguntava se podia dar um beijo consensual na pessoa e em seguida fotografá-la novamente.

Sua hipótese era de que as pessoas que, inicialmente, posavam para fotos fazendo caretas ou interpretando personagens de si mesmo, ficavam completamente desarmados após o beijo. Segundo entrevista que ela concedeu à revista i-D, "beijar provoca todas as terminações nervosas em seu lábios, causando uma liberação de dopamina e um aumento na oxitocina. É uma análise de estresse instantâneo e cria um vínculo emocional imediato entre duas pessoas."

Ao seu trabalho que reúnes fotos de 10 personagens que toparam participara da 'experiência', Johanna deu o nome de "Kiss of a Stranger", "Beijar um estranho", em tradução livre.

Ao final, a artista resumiu da seguinte forma:

"Todos somos apenas seres humanos com os mesmos instintos básicos. Ao criar novos relacionamentos e aprender sobre pensamentos e ideias de estranhos, poderemos construir pontes e combater a ignorância e o julgamento."


publicado em 21 de Setembro de 2017, 00:05
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Breno França

Editor do PapodeHomem, é formado em jornalismo pela ECA-USP onde administrou a Jornalismo Júnior, organizou campeonatos da ECAtlética e presidiu o JUCA. Siga ele no Facebook e comente Brenão.


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