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Como é andar de carro pela Europa? | Garagem #10

Alugamos um carro e conhecemos mais do trânsito de além-mar

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Faz pouco tempo, escrevi por aqui sobre o sensacional parque da Ferrari próximo a Barcelona.

É claro que aproveitei esta viagem para esticar até Madrid e também por Lisboa, já quando estava em Portugal.

Desde a chegada no aeroporto até a volta, tirei fotos de tudo que via de interessante pelas ruas européias. Trago aqui algumas dessas imagens mais marcantes. Além de conhecer mais sobre o povo e o trânsito de lá, aluguei um carro, mas essa história eu conto lá no final.

Em geral, fica claro que o trânsito é muito bem organizado, com boa sinalização e poucos motoristas irresponsáveis. Uma das primeiras coisas que notamos são as Scooters - por todo lado e até mesmo nas calçadas!

A primeira scooter que vi era pilotada por esta simpática senhora

Eu explico. Por lá é permitido estacionar com as motos na calçadas. Como a maioria delas é bem larga e plana acaba por não atrapalhar o fluxo dos pedestres. E nada de buzina a todo momento também não.

Além das scooters tem muita moto de alta cilindrada

A segunda coisa que mais me chamou atenção - ainda no segmento de duas rodas - foi a grande quantidade de patinetes e bicicletas elétricas por lá. Barcelona, por ser mais plana, era onde mais se encontrava esse tipo de veículo abaixo.

Tem até suporte para celular e GPS

Já nos carros foram duas coisas que me saltaram os olhos desde o início. A quantidade de carros de tamanho reduzido - já que por lá muitas ruas de bairro são bem estreitas. E também os inúmeros carros antigos e quase clássicos muito bem cuidados rodando lado a lado de suas versões mais novas.

Essa VW Transporter parecia ter saído de um filme
Poucos quarteirões depois a sua versão moderna
O Smart de nova geração que não chegou ao Brasil
O curioso e elétrico Renault Twizy
Até quadriciclos podem ser emplacados e rodar nas ruas

Outra coisa que eu já sabia porém me despertava curiosidade era sobre os carros Diesel. Literalmente todos os carros que andei usavam esse combustível. Por lá a lei permite seu uso em carros pequenos de passeio sendo muito usado em Uber e Táxi. Para fechar a viagem eu não podia perder a oportunidade de alugar um carro por lá. Se você já leu meus outros textos sabem da minha queda por conversíveis e lá fui pesquisar na internet até que encontrar um belo Renault Megane Cabrio. Pensei comigo mesmo: agora vai!

Ligo lá na locadora e descubro que ele não estava disponível para aquela semana. Mas por sorte do destino a atendente me diz em bom português de Portugal:

— Descapotável nós temos apenas um aqui, a Diesel. Pode ser?

Eu que já tinha planejado gastar um rim acabei gastando um rim e meio — mas valeu cada centavo. Dá só uma olhada na chave e tenta adivinhar o carro.

A mão já ficou suada só de pegar a chave

Para minha sorte o outro carro era um MINI Cooper Cabrio D. Que, basicamente, é um MINI Cooper conversível de quatro lugares com motor a Diesel e câmbio manual de seis marchas. Se isso não bastasse, ele ainda era equipado com rodas pretas adesivos e parachoques esportivos da série John Cooper Works.

Imagina a dificuldade que tive ao esperar o carro chegar. Deve ter levado só uns 10 minutos, porém, para mim foi uma eternidade. Meu cartão já tinha sido debitado, então,, não tinha mais volta. Junto conosco, um casal de jovens da Suíça acabava de pegar um Toyota Yaris, enquanto uma família brasileira devolvia um Ford Focus e eis que esse vermelhão vivo surge lá do fundo da garagem, atraindo o olhar de todos os presentes e derrubando meu queixo.

Ainda preciso treinar mais o meu “aja naturalmente”

A primeira coisa que fiz ao virar a esquina foi abrir totalmente a capota, é claro. Mesmo com o frio da manhã, ligamos o ar quente e partimos para a estrada. Dirigir um carro ao céu aberto é o mais próximo de uma moto que se pode chegar e ainda levando 4 pessoas com você. O barulho de vento é bem alto e o frio não era pouco, mas quando eu poderia fazer isso novamente? Em poucas palavras, adorei cada segundo.

O motor a Diesel se mostrou muito elástico e pra lá de econômico. Precisando de pouco giro para manter a velocidade permitida na rodovia. Na cidade, o tamanho reduzido ajudou muito no trânsito e, principalmente, na hora de achar uma vaga para estacionar. Só com o sol do meio dia é que nos rendemos, fechamos a capota e ligamos o ar gelado. Ao final do dia, era hora de devolver o carro — o que não deixa de ser um alívio também, já que o seguro era cobrado em Euros.

Minha mãe, mesmo com o sol e vento era só sorrisos

Foi uma experiência muito legal que recomendo sempre. Se puder alugar um carro na sua próxima viagem, vai poder conhecer o novo local de uma forma completamente diferente. Ainda mais para quem gosta de dirigir, é bom demais.

Por hoje é só, galera! Neste texto chegamos ao emblemático Garagem de número 10. Quero agradecer demais por todos os comentários que venho recebendo. Se você tem alguma sugestão de tema, crítica ou elogio, joga tudo lá nos comentários. Prometo responder um por um, sem falta. Até a próxima!


publicado em 16 de Outubro de 2018, 10:21
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Lucas Rizzollo

Jornalista especializado em carros e motos. Nascido com gasolina nas veias e fanático pelo o assunto desde sempre. Quando não está lendo ou escrevendo joga Poker e também Futebol Americano. Você pode seguir no Instagram.


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