Grandes Listas | 40 HQs que irão te tornar uma pessoa melhor

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E cá estamos em mais um ranking com mania de grandeza. Depois de indicar filmes mil sem nenhum critério de qualidade, temos aqui mais uma lista arbitrária, pessoal e inusitada que busca apenas entretê-lo por madrugadas a fio.

E não, é claro que ela não fará de você alguém melhor, a não ser que você seja como eu e se sinta superior quando, em uma conversa, dispõe de um caminhão de argumentos para defender com orgulho seu arte finalista predileto dos gibis do Kirby (Joe Sinnott, claro).

Como foi com a lista de filmes, o foco aqui será trazer opções menos convencionais e tentar deixar de lado grandes medalhões. Sim, meu amigo, você está prestes a ler um ranking de quadrinhos que não consta Piada Mortal, Maus, Cavaleiro das Trevas e nem Watchmen.

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Para começarmos, nada de polêmicas, apenas um pouco de insumo para encher os olhos, essa parte do coração que escapou pra cabeça.

Obs.: não existe ordem de importância nos top 5.

Top 5 Artbooks

Sabe aquele momento que o ilustrador é tão, tão monstro, que você compra o quadrinho escrito em japonês e diz que a história é fantástica mesmo que seu vocabulário oriental se resuma a sushi, sashimi e hot holl(!)?

Orientais ou ocidentais, a nacionalidade é a mesma: monstro.

1. Genga - Katsuhiro Otomo

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Do que se trata: compilado de arte desde o início da carreira até os dias de hoje.

Por que é cabuloso: um dos únicos artistas (ao lado de Moebius) que não precisa emular a realidade. Ele cria sua própria realidade. Gravidade, atmosfera, perspectiva, tudo pode ser moldado a seu prazer e não importa como, sempre parecerá como se uma força da natureza estivesse em ação naquele momento.

2. 40 dias no Deserto - Moebius

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Burning Man

Do que se trata: não é exatamente um artbook, mas me diga você. Tome um ácido no deserto e imagine se o fosse um lugar contemplativo e silencioso.

Por que é cabuloso: assim como Otomo, Moebius consegue dar vida a um lugar sem que seja preciso fala ou linearidade, tudo apenas existe. De verdade.

Controla a gravidade e nos apresenta o movimento constante das mutações psicodélicas(?!). Ok, eu não tenho a mínima ideia do que estou falando e Moebius faz isso. Você apenas entende tudo que está lá e, ao tentar descrever, sente-se um idiota. Tente você também, faça uma resenha deste gibi.

3. Tekkon Kinkstreet: Background Painting

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Do que se trata: compilado das pinturas de cenário da animação de mesmo nome.

Porque é cabuloso: aqui você entende o que a tecnologia 3D ainda não descobriu, que não são os prédios que são retos, sua tecnologia que padecem de imaginação. Bem vindo a maior aula de ponto de fuga da sua vida.

4. Daisuke Igarashi artbook: Sea Creatures and Soul

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Do que se trata: reunião de obras com tema marinho do artista Daisuke Igarashi.

Por que é cabuloso: te faz sentir o gelado do fundo do mar até sentado num sofá em Araçatuba (e isso não é pouco). Gosto de pensar que enxergo o mundo com os mesmos olhos que Igarashi -- surpreendente, azul, grandioso e repleto de animais fantásticos -- deve ser fera.

5. Preacher: Dead or Alive - Glenn Fabry

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Preacher

Do que se trata: todas as capas da série reunidas.

Por que é cabuloso: muito antes dos super heróis tomarem os cinemas, eram caras como Glenn que faziam você descobrir como era seu personagem predileto na “vida real”. Com a pequena diferença que ele continuava sendo um filha da mãe freak putão sanguinário divertido, só que real (entendeu FOX?).

Nenhum artista cria carne humana como ele.

Top 5 Heróis (quase) desconhecidos

Eles não têm um fã clube tão extenso como o baixinho invocado canadense (que agora é alto), mas tem boas histórias de sobra e ótimos desenhistas. Com vocês...

1. Blacksad

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Do que se trata: um gato preto é o investigador durão John Blacksad, sempre pronto para resolver casos misteriosos que acontecem em uma atmosfera noir durante a década de 50. Todos os outros personagens são animais também e têm sua personalidade ligada ao aos respectivos bichos que representam.

Por que é cabuloso: histórias muito bem amarradas em que o antropomorfismo não é usado de maneira óbvia. Os animais apresentem mais de uma camada de personalidade e o desenho é absurdamente fluído, o que cria um noir incrível que foge dos estereótipos gráficos convencionais deste tipo de tema. Aprende aí Frank Miller (me julguem).

2. Dylan Dog

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Do que se trata: um detetive investiga casos sobrenaturais com a ajuda do seu fiel escudeiro, Groucho.

Por que é cabuloso: Dylan tem vertigem, medo de avião e um ponto fraco pelo coração de suas clientes. Demasiado humano, nos permite imaginar que, não só ele, mas todo o mundo sobrenatural que habita, realmente existe. Sua histórias são curtas, viciantes e se utilizam do preto e branco para criarem uma atmosfera misteriosa que, com toda certeza, não teria o mesmo impacto se fosse colorida.

3. X-Statix

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Do que se trata: um grupo de heróis mutantes que, de tanto serem televisionados, se tornam celebridades. Constantemente mais preocupados com suas imagens do que com suas missões.

Por que é cabuloso: as histórias hiper violentas contrastam brilhantemente com o traço alegre e leve dos desenhistas da série (na maioria das vezes, o excepcional Mike Allred). E se você acha que George R. R. Martin é um cara cruel com seus personagens, espere para ver o que Peter Milligan pode fazer. Crítica ao culto de celebridades, humor negro e banhos de sangue nunca foram tão divertidos.

4. Beasts Of Burden

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Do que se trata: um grupo de cachorros investiga os casos sobrenaturais que ocorrem em sua, outrora, tranquila vizinhança.

Por que é cabuloso: leve e despretensioso, as aquarelas de Jill Thompson são o oposto do que esperamos ver em histórias de assombração, todas muito bem conduzidas, como se estivéssemos diante daquelas sessões da tarde clássicas que adorávamos, em que uma turminha do barulho se mete em altas confusões.

5. Eternauta

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Do que se trata: ficção científica. Buenos Aires está tomada por um estranho nevoeiro e pouco se sabe a respeito, a não ser que ele é mortífero.

Por que é cabuloso: crítica política sutil e impiedosa ao governo militar e às guerras. Tudo isso sem nunca perder a mão no mistério que te deixa louco para ir devorando página a página desta que considero ser a obra-prima dos quadrinhos latinos.

Obs.: a editora Martins Fontes publicou recentemente a HQ no Brasil, infelizmente em capa mole e com preço salgado (dada a quantidade de páginas e o material ser em preto e branco), mas ainda assim vale muito a pena.

Só recomendo que comprem por outro site que não seja o deles, há muito tempo mandei um e-mail elogiando o material e perguntando se era possível que me dessem o mesmo desconto que era comum de encontrar em outras lojas virtuais, pois gostaria de comprar com eles para prestigiar a iniciativa de publicarem este tipo de material. Recebi uma resposta seca e automática falando que não tinham desconto e que eu comprasse onde bem entendesse.

Parabéns, cativar o leitor é com vocês

Top 5 adaptações ou livros ilustrados

Antes dos selecionados, aviso que toda a obra de Gustave Dore foi considerada hors concours. Seguimos:

1. Frankstein - Bernie Wrightson

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Do que se trata: história reduzida e ilustrada da clássica obra de Mary Shelley.

Por que é cabuloso: reunião do mestre supremo na arte de desenhar monstros com o monstro supremo, Frankie.

2. Drácula: uma sinfonia de pesadelo ao luar - John J. Muth

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Do que se trata: texto baseado na obra original e pintado por Muth.

Por que é cabuloso: junto com o filme de Bram Stoker, é a mais sincera e qualificada homenagem ao vampirão supremo, além de permitir uma visão diferente sobre alguns personagens do clássico. Ah, faltou uma observação: pintada fodásticamente por Muth (e se curtiu a arte, pesquise a respeito de Andreu Wyeth e seja feliz).

3. Pinóquio - versão de Winshluss

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Do que se trata: Pinóquio é uma máquina de guerra criada por um ganancioso Gepeto em algum lugar que entre a Revolução Industrial e um conto dos irmãos Grimm.

Por que é cabuloso: não se prestando a ser uma releitura, a adaptação voa livre e cria algo verdadeiramente mágico sem nunca ser ingênuo. Contraste  entre história e arte incrível e harmônico. Pode não ser um Pinóquio bonzinho, mas é o Nosso Pinóquio!

4. Dr. Jekyll  & Mr. Hide - versão de Lorenzo Mattotti e Jerry Kramsky

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Do que se trata: adaptação da história clássica quadrinizada.

Por que é cabuloso: se quando o expressionismo alemão surgiu, já existisse o cinema em cores, esta seria a obra máxima.  Nunca o uso da cor e da forma foi acariciado de forma tão brutal.

5. As Surpreendentes Aventuras do Barão de Munchausen

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Do que se trata: reunião das histórias do barão (inclusive alguma inéditas em português) em um livro ilustrado por Rafael Coutinho.

Por que é cabuloso: não bastasse o fato de todos os derivados do Barão de Munchausen serem demais, esse é ousadamente ilustrado por Coutinho. Não é exagero, suas ilustrações são dinâmicas e anguladas, fogem totalmente do lugar comum que se tornaram os livros ilustrados. Mais um ponto para o trabalho sem precedentes que a editora Cosac Naif tem feito em seu catálogo.

O projeto gráfico da maioria de seus livros é soberbo (vide Decameron e Antologia da Literatura Fantástica)

Top 5 filmes baseados em quadrinhos

1. Marcas da violência

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Do que se trata: um sujeito normal acaba se tornando um herói local durante um assalto ao seu restaurante e despertando a atenção de alguns caras malvados.

Por que é cabuloso: falar mais do que diz a sinopse estragaria o filme. Para mim, o melhor do Cronenberg e isso sim, diz muito.

2. Conan

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Do que se trata: cimério bolado é escravizado e se revolta quebrando a parada toda.

Por que é cabuloso: seria possível escrever por horas, mas talvez uma imagem realmente valha mais que mil palavras e você se lembra de quão grandioso se sentia quando fazia este movimento em cima do sofá da sala:

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3. Akira

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Do que se trata: gangue de motoqueiros juvenis delinquentes arranja altas confusões quando se envolve com um projeto militar psiônico bizarro secreto.

Por que é cabuloso: pode ser lido através de diversas camadas, desde uma crítica a ferrenha à repressão, um reflexo de uma juventude alienada, a falta de fé no Estado, até um simples filme de ação ininterrupta com altas doses de gore. Tudo isso em uma animação cyberpunk com graus absurdos de aprumo técnico.

4. Tartaruga Ninja (versão clássica dos anos 90)

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Do que se trata: tartarugas sofrem mutação e aprendem a ser ninjas com uma ratazana. Agora podem combater vilões, entre eles o maligno Destruidor.

Por que é cabuloso: Ei, fera, você leu esse roteiro? Eles fazem isso e isso.

5. Mulher Nota Mil

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Do que se trata: dois nerds nada populares decidem criar a mulher perfeita e... conseguem!

Por que é cabuloso: durante muito tempo você partilhou deste mesmo sonho ao ver a aventura na Sessão da Tarde.

Top 5 Ggibis sem super heróis

1. Weapons of Mass Diplomacy

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Do que se trata: Manja 9/11, guerra ao terror do governo Bush. É por aí.

Por que é cabuloso: não consigo imaginar outro ilustrador que pudesse tornar este quadrinho uma experiência tão fantástica. Christophe Blain é um verdadeiro gênio do ritmo, contido e sem exageros visuais. Ele consegue nos manter atentos e interessados onde nenhum outro desenhista conseguiria. E a história (deveras real) de Abel Lanzac consegue transformar um dos assuntos mais modorrentos do mundo -- diplomacia -- em algo emocionante e divertido.

Por fim, gosta de House of Cards? Então esse gibi foi feito para você.

2. The Making Of

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Do que se trata: um artista é o convidado de honra de um festival e tem que conviver com os demais artistas um tanto problemáticos do local.

Por que é cabuloso: É quadrinhos até a medula. Brecht Evens eleva a narrativa gráfica até a nonagésima potencia e faz isso usando um dos recursos mais incomuns da arte: aquarela em cores vivas. Muito vivas. Eisner repousa orgulhoso.

3. The Fountain

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Do que se trata: um homem que atravessa as eras buscando salvar a mulher que ama.

Por que é cabuloso: a história é do Darren Aronofsky e a arte é do Kent PQP Williams. Delicado sem ser melodramático, funciona muito melhor que o filme, em grande parte devido a arte visceral e enérgica que consegue conta a história de um jeito poético, mas intenso. Todos os méritos para o mestre pinceleiro, Kent Williams.

4. Van Gogh

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Do que se trata: aqui ficamos sabendo o verdadeiro segredo que levou Van Gogh a ser um dos maiores pintores de toda a história.

Por que é cabuloso: Gradimir Smudja cria aqui a versão mais poética e fiel aos sonhos que podemos ter sobre este grande mestre, desde o saudoso Sonhos de Kurosawa. O mais incrível é a qualidade com que Smudja emula o traço característico do pintor, talvez tenha sido o mais perto que já chegamos de imaginar um mundo vangoghiniano, bem, pelo menos enquanto não lançarem esta belezinha aqui. Ah, e o gibi tem apenas um defeito: ele acaba.

5. The Bus

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Do que se trata: compilação de tirinhas originalmente publicadas na Heavy Metal, na década de 70 e 80. Inicialmente se tratavam de um cara tentando pegar um ônibus e, com o passar do tempo, foi se tornando a viagem mais surreal jamais feita num busão.

Por que é cabuloso: soluções que extrapolam a física, o tempo e o espaço são absolutamente palpáveis no papel. Das histórias que nenhuma outra plataforma pode suportar a não ser os quadrinhos. The Bus é o gibi mais hipnótico que você irá conhecer.

Top 5 Quadrinhos nacionais novos que você precisa conhecer

Depois de um certo hiato, é um prazer ver como a cena dos quadrinhos brasileiros vem crescendo exponencialmente, não só no mainstream -- trabalho certeiro dos álbuns da Turma da Mônica sobre a tutela do mago Sidney Gusman -- como nas histórias de autor, que tem se proliferado em quantidade e qualidade.

Não tenho dúvida que uma nova geração está ganhando força e chega para ficar. Mutarellis, Laertes, Angelis e afins finalmente encontraram a ressonância que dará continuidade aos quadrinhos nacionais de qualidade. Sem mais delongas e faltando muitos nomes, eis o top 5 (todos com link de onde comprar):

1. Lamour - Luciano Salles

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Do que se trata: como o tempo afeta uma história de amor, somos nós que agimos para ele passar ou é sua passagem que nos faz mover?

Por que é cabuloso: nada de subestimar o leitor. Aqui, somos convidados a acompanhar a história sem didatismo. Poucos textos e muito poder de síntese nas imagens nos fazem acompanhar de maneira fluida um boxeador, seu amor e outros pequenos grandes personagens. Dizer mais estragaria parte da experiência, neste que é o trabalho mais maduro do autor.

2. O Azul Indiferente do Céu - Shiko

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Do que se trata: quadrinização da história real de Hector Abad Gómez, grande humanista colombiano.

Por que é cabuloso: se não bastasse ter como personagem principal uma figura tão poderosa e real, a HQ é primorosamente conduzida por uma arte elegante e contida. Shiko pensa quadrinhos como cinema, intercala planos e dita o ritmo não com movimento, mas na alternância de imagens.

Cinema impresso e de boa qualidade.

3. Cumbe - Marcelo D´Salete

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Do que se trata: esperança e resistência contadas em quatros histórias que se passam durante o período escravocrata brasileiro.

Por que é cabuloso: nos afasta da visão fria que análises gerais sobre o tema costumam ter e nos transporta para histórias íntimas, em que muitas vezes é mais importante viver do que estar vivo. Obras assim são a reafirmação da necessidade da História como ferramenta social.

4. Tungstênio - Marcello Quintanilha

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Do que se trata: do melhor thriller brasileiro já publicado (e que torço para um dia virar filme).

Por que é cabuloso: nada é preto e branco na história de Quintanilha, também não estamos falando dos óbvios personagens dúbios dos noirs convencionais. Em Tungstênio, todos são humanos, para o bem e para o mal.

Não bastasse a qualidade da história, temos aqui o melhor manejador de tempos do quadrinhos brasileiro. Embora pareça algo simples, acelerar e desacelerar uma página é dificílimo, assim como avançar ou retroceder o tempo apenas com narrativas gráficas, o autor realiza ambos com maestria, arrisco dizer que seja o mais completo artista desta “nova safra”.

5. Baratão 66, com cu ou sem cu - Bruno Azevedo e Luciano Irrthum

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Do que se trata: histórias de um lugar que de dia é um renomado salão de depilação e a noite se transforma e uma, ainda mais renomada, casa de tolerância.

Por que é cabuloso: a estética é uma espécie de xilogravura de cordel feita pelo capeta depois de fumar crack. A história fictícia é brasileira até o caroço. Política, putaria, jeitinho e estrutura barroca são algumas das munições que um Irrthum inspirado nos metralha sem avisar com aquele sorrisão safado no rosto.

Top 5 não encaixa em nenhuma lista, mas é daora demais para ficar de fora

1. Pop Sculpture: How to Create Action Figures and Collectible

 

 

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Do que se trata: um manual prático de como conceber, produzir e finalizar uma escultura ou colecionável.

Por que é cabuloso: já procurei muito na Internet e nunca encontrei nenhum livro deste tema em que o conteúdo fosse tão didático, ilustrado e útil.

Até para somente conhecer o processo de feitura ele é fascinante. Recomendadíssimo.

2. Mox Nox

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Do que se trata: Compilado de tiras psicóticas do espanhol Joan Cornellà.

Por que é cabuloso: provavelmente este é o cartunista mais noiado de todos os tempos. Seu traço limpo e alegre só faz aumentar o contraste com a insanidade que transborda a cada página.

3. Fantastic Four/Iron Man : Big in Japan

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Do que se trata: treta homérica entre monstros gigantes e heróis da Marvel rolando forte no Japão.

Por que é cabuloso: nunca antes na história da Marvel um grupo heróis foi tão bem caracterizado em outra cultura quanto aqui nessa história primorosamente ilustrada por Seth Fisher. Entretenimento descompromissado da mais alta qualidade.

4. Gon

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Do que se trata: o único dinossauro que escapou da extinção tem narrada sua vida na selva em meio aos outros animais “comuns”.

Por que é cabuloso: Gon é vida selvagem até a gota. Não existe bem ou mal no reino animal, só sobrevivência. Ok, ser um dinossauro boladão com força descomunal ajuda bastante, mas nada disso seria possível sem a arte épica de Masashi Tanaka. Filosofando um pouco, é interessantíssimo ler (embora não tenham diálogos) algo onde o conceito de bem ou mal não existam. Na verdade, não me lembro de nenhuma outra leitura similar.

Eita, recomendo ainda mais agora!

5. Monica Bellucci

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Do que se trata: Monica Bellucci.

Por que é cabuloso: porque não existe ranking sem Monica Bellucci.

E é isso meus amigos!

Agora parto em férias e retorno somente em fevereiro. Sentirei saudades. Como sempre, espero que tenha sido útil ou, ao menos, divertido!


publicado em 29 de Novembro de 2014, 07:00
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Bruno Passos

Pintor e dono da Conto Figueira. Ama livros, filmes, sol e bacon. Planeja virar um grande artista assim que tiver um quintal. Dá para fuçar no Instagram dele para mais informações.


Puxe uma cadeira e comente, a casa é sua. Cultivamos diálogos não-violentos, significativos e bem humorados há mais de dez anos. Para saber como fazemos, leianossa política de comentários.

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