Inspeção surpresa de moda e estilo na Equipe PdH

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Aqui está a surpresa prometida no final do meu primeiro texto sobre estilo no PapodeHomem. Felipe Ramos, Junior WM, Rodrigo Cambiaghi, Gustavo Gitti e Guilherme Valadares passaram pelo meu olhar de inspetora fashion.

Quem diria... Surpresa até pra eles!

A ocasião

Domingo, São Paulo, tempo meia-boca. Não chove, não faz Sol, quase frio, quase calor. O típico domingo à tarde foi salvo pelo querido Seiiti Arata, que convidou a trupe do PdH mais amigos para o almoço de comemoração de um ano de sua empresa, a Divertiducação.

Todos ajudaram com suas habilidades: Felipe Ramos na cozinha, Dr. Drinks no balcão, Cambiaghi na seleção de músicas, Gitti na condução das conversas e Guilherme botando lenha na fogueira durante os papos. Eu peguei a câmera, tentei me entender com ela (muito temperamental) e fui fotografar o que eles vestiam.

Felipe Ramos, o chef

Volta pro fogão, Fê!

Nas horas vagas, o diretor de negócios do PdH vira um cozinheiro de mão cheia. Na sua lista de características o item "vaidoso" aparece entre os primeiros. Só que justamente naquele domingo ele acordou do avesso.

Partindo da premissa de que na cozinha muita bagunça acontece, vestir cores claras não foi uma sábia decisão. O real agravante está na bermuda jeans: enorme, caindo pela cintura, sem cinto e com ¾ de cueca aparecendo. A camiseta um pouco curta só deu mais destaque à bermuda grande. Confeiteiro também? Não, mas ele colocou a cereja no bolo: o calçado.

Repare que o Sr. Ramos tem uma meia de cada tamanho. Sim, elas são diferentes! O tênis casual com o cadarço azul seria uma boa opção para usar com calça jeans, mas aqui não funcionou. Este tipo de tênis, com o bico mais fino, alonga e estreita o pé, quebrando a proporção do moço. O Felipe tem ombros largos, pernas mais finas, o chamado corpo triângulo invertido. Por essa razão as proporções devem ter atenção especial. Equilibrar as formas é fundamental.

Minha sugestão:

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  • Peças de cores escuras escondem a sujeira e tecidos leves facilitam a transpiração no fogão.

  • Camiseta um pouco mais comprida, pra evitar o cofrinho ao abaixar para olhar o forno.

  • Bermuda de jeans ou sarja com a cintura no lugar. Pode ser cargo ou com um corte reto. Outra opção de bermuda é aquela com modelagem tipo alfaiataria.

  • Tênis mais encorpado, com uma base maior e bico redondo mais meia soquete acompanhando o tom do tênis (claro ou escuro).

  • Para completar, uma corrente simples e um relógio casual à prova d’água.

  • Atenção: tênis esportivo como Nike Shox e afins pertecem à academia e de lá não saem. Estamos entendidos?

Junior, o famoso Dr. Drinks

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O mixologista do almoço é um grande homem, mesmo. Passa calor na maioria dos lugares, movimenta-se muito, sua ainda mais. A combinação usada por ele naquela tarde não estava de todo mal, se estivéssemos no churras do sítio. Para completar, aquele tamanho todo numa cor só fez o Junior virar um bloco azul de 1,90m. Com chinelos.

Minha sugestão:

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  • Uma camiseta de algodão por baixo da camisa ajuda no controle do suor, acredite. No caso do Junior, uma camisa xadrez aberta por cima da camiseta disfarça os quilinhos a mais também. Famosa técnica das camadas.


    • Amarelo, marrom e azul marinho são uma boa turma. Saem do óbvio, criam camadas visuais, enriquecem o look.
      Camiseta gola V dá destaque ao rosto e alonga o pescoço.


    • Uma bermuda de algodão, com um pouco de elastano, facilita os movimentos. O corte desta segue o tipo chino. Esse detalhe trará mais respeito à figura que já chegou na casa dos 30.

    • Duas opções de calçado: uma sandália de couro ou uma alpargata de algodão. Ambas marrons e muito frescas.

    • Nos acessórios, um cinto para deixar tudo no lugar e uma pulseira de contas com uma caveira de detalhe. A alma rock 'n' roll sobrevive e encontra as referências asiáticas que o Dr. Drinks tanto gosta.


    Cambiaghi, o DJ do fuckmusic.fm


    Vai, entra na secadora, Cambi! Vamos ver se você encolhe!

    É o cara mais magro dentro do QG. Porém, ser tipo P e ter quase 1,80 dificulta na hora de achar algo no tamanho certo, nem grande, nem curto. O desafio foi complicado. Mesmo com a ajuda de mãe, irmã e amigas, o DJ sambou.
    A camiseta pólo e calça jeans estavam ambas muito grandes. Além disso, por ser mistura de japoneses e italianos, a pólo mostarda não favoreceu o tom de pele dele, que já é amarelado.
    Minha sugestão:

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    • Cores contrastantes ao tom de pele. No caso do Rodrigo, algo como roxo, vermelho e azul marinho por exemplo.


    • Camisetas e calças do tipo slim. Isso quer dizer que são modelagens mais ajustadas ao corpo, sem chegar a ser colado ou skinny.

    • Jeans levemente estonado deixa o visual mais descontraído.


    • No calçado, aconteceu o mesmo problema que vimos com o Felipe: bico e sola fina alongaram o pé. O Rodrigo já é bem esguio, precisa de uma base forte. Tênis encorpados e botas são ideais. Neste caso sugeri sneakers de cano alto, para quebrar a sobriedade da pólo.


    • Um bom cinto, caso a calça ainda fique folgada na cintura. E um óculos para acompanhar.


    Atenção:

    • Quando a gola da pólo fica gasta e deformada, é hora de aposentá-la.


    • Deixe os patches para os escoteiros, militares e crianças do ensino fundamental.


    • Jeans com muitas lavagens, cortes e recortes são extremamente infantis. Assuma a sua idade e opte por peças mais limpas, com poucas lavagens e frescuras. Trará mais credibilidade.


    • Dê atenção a barra da calça. Descalço, a barra deve encostar levemente no chão.


    Gustavo Gitti, o guia, e Guilherme Valadares, o troublemaker




    Respectivamente editor de conteúdo e criador do PdH, a dupla mostra que nesta casa de ferreiros o espeto não é de pau, mas também não é ferro.
    O primeiro precisa variar nas cores (não larga o cinza!), o segundo precisa aprender a dosá-las e harmonizá-las.
    Gitti, escolhe. Todas elas são hits do outono. Guilherme, vermelho não vai com tudo.

    Fora isso, os dois estão de parabéns. Proporções e formas corretas, sem exageros de lavagens e estampas, com direito até a bermuda de alfaiataria de risca de giz e bolso faca.

    Arremate


    As ajustes nos armários desses garotos são poucos. Como vocês puderam ver, são pequenos detalhes que fazem a diferença. Por isso repito: vestir-se bem é um exercício. Ter um armário que não te deixe na mão não é tarefa fácil. Razão pela qual começaremos pelo básico. Só depois que esta parte esteja clara é que a evolução e ousadia tomarão forma.
    (Queria deixar ressalvas para o look do Felipe Ramos. Durante uma viagem no começo do ano ele teve todas suas roupas roubadas na gloriosa Jurerê Internacional. Merece um desconto. Alguma marca disposta a ajudar na reconstrução do armário perdido?)

publicado em 01 de Abril de 2011, 12:01
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Verônica Gunther

Sofre de Wanderlust agudo, e faz de tudo nessa vida pra continuar assim. Já trabalhou com moda, marketing, social media e agora acha que é redatora de UX (oi?). Viciada em psicologia da felicidade, fundou a Usina da Forma com uma galera e tem como propósito a felicidade em rede. Stalkeie por aqui.


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