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Memórias do Brasileirão (4): Dois gols após os 45 minutos

Continuando, mais 5 jogos da história do Campeonato Brasileiro.

Se você perdeu, já mostramos 15 grandes momentos em vídeo: apresentação, segunda parte ("Tá no Filó!") e terceira (Invasão Corintiana).

Agora é hora de falar da final de 85 entre Coritiba e Bangu, os dois gols após os 45 minutos que o Grêmio conseguiu emplacar, o golaço de Alex Alves contra o Corinthians, a goleada inútil do Vasco contra o São Paulo e a cobertura sensacional de Felipe, em 2004 para o Flamengo.

2004 – Grêmio 3 X 3 Atlético-PR | Nunca festeje antes da hora

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O jogo foi realizado em Erechim, no interior gaúcho, e colocava frente a frente um time que viria a ser rebaixado naquele ano, contra o então favorito ao título brasileiro. Justificando a pecha de favorito, o embalado Atlético faz 3 X 0 com facilidade, e já contava com os três pontos para continuar rumo ao título. Porém, esqueceu-se da mística gremista.

Aos 25 minutos do segundo tempo, o Grêmio descontou. De forma inacreditável, conseguiu dois gols após os 45 minutos. Empate que serviu de consolação ao time que ali sacramentava seu rebaixamento, e acabou sendo um golpe do qual o Atlético não conseguiu se recuperar, perdendo o título para o Santos.

1993 - Vitória 2 X 1 Corinthians | Surpresa baiana com um golaço

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O Corinthians atropelava os adversários no Brasileirão de 1993 e entrou na segunda fase com 14 jogos de invencibilidade. Caiu num grupo que tinha Santos, Flamengo (o campeão do ano anterior) e um time que veio do que seria equivalente a uma divisão inferior do campeonato daquele ano, o Vitória. O Timão começou bem, ganhando do Santos, e foi à Bahia encarar o Vitória.

Mas a invencibilidade cairia ali na Fonte Nova, onde embalado por sua torcida, o Vitória se agigantou e venceu por 2 X 1, com destaque para o segundo gol, marcado por Alex Alves. Aquela acabaria sendo a única derrota do Corinthians naquele campeonato, o suficiente para impedir o time de avançar a final, lugar que foi ocupado pelo surpreendente time baiano.

1992 - Vasco 3 X 0 São Paulo – “Entrega o jogo!”

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Numa das situações mais inusitadas da história do campeonato brasileiro, a última rodada da semifinal do Brasileirão de 92 colocava todos os times do grupo A com chances de classificação. Os jogos eram Vasco X São Paulo e Flamengo X Santos. O São Paulo dependia apenas de si, bastava vencer o Vasco. Flamengo e Santos precisavam vencer o jogo entre eles e torcer contra o São Paulo.

Já o Vasco, precisava vencer e torcer por um empate entre Santos e Flamengo para depender do saldo de gols. Loucura total.

O Vasco faz sua parte logo no início do jogo, metendo 2 X 0 no São Paulo, e fica de olho no Maracanã – onde as notícias que chegam são desanimadoras, pois o Flamengo vencia o Santos com facilidade. Ironia do destino, a vitória vascaína classificava o arqui-rival. A torcida começa a gritar “Entrega o jogo, entrega o jogo” para o time.

Mantendo o profissionalismo, o Vasco faz 3 x 0 e o resultado acabou classificando o Flamengo para a final daquele ano.

2004 - Flamengo 6 X 2 Cruzeiro | Jogando a camisa fora

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Em mais uma de suas lutas contra o rebaixamento, que marcaram o começo do século para o Flamengo, o time enfrentaria o Cruzeiro em Volta Redonda, precisando da vitória para se safar de vez. Num jogo de rara felicidade rubro-negra, o time goleia o campeão do ano anterior por 6 X 2, com destaque para o gol de Felipe, o sexto do Flamengo, em um lance de pura genialidade.

Irritado com a diretoria do clube, na comemoração, Felipe joga a camisa do Flamengo “fora”, num gesto de provocação – que, entre outros fatores, acabou causando sua saída do clube.

1985 - Bangu 1 X 1 Coritiba | Decisão inesperada

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Naquela que foi a final mais improvável da história de um campeonato brasileiro, coube a Bangu (na época um bom time, custeado pelo dinheiro do bicheiro Castor de Andrade) e Coritiba decidirem o título nacional.

O regulamento previa jogo único na casa do time de melhor campanha: o cenário então foi o Maracanã. Numa mobilização inesperada das torcidas cariocas, 90 mil pessoas foram assistir ao jogo e torcer pelo Bangu (que aqui no Rio tem menos torcida que o América).

O jogo foi equilibrado do início ao fim, com o Coxa abrindo o placar numa falta cobrada por Índio, e o Bangu empatando em seguida com Lulinha, num chute desviado. O resultado persistiu até o final do tempo normal e da prorrogação.

Nos pênaltis, após todos converterem na série de 5, Ado desperdiça a sua cobrança pelo Bangu. Coube ao zagueiro Gomes decretar a vitória e o título do Coxa, em pleno Maracanã lotado.


publicado em 26 de Setembro de 2009, 12:06
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Mauricio Garcia

Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.


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