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Os 12 treinamentos militares mais difíceis e absurdos do mundo

Quando se trata de testar os limites da mente e do corpo humano, é difícil chegar mais longe do que esses exércitos

Quando se trata de testar os limites da mente e do corpo humano, é difícil que alguém consiga chegar mais longe do que o treinamento militar. Concebido para preparar homens e mulheres para situações de combate nas circunstâncias mais hostis que somos capazes de imaginar, a rotina de preparação de exércitos e de grupos de operações especiais de algumas polícias espalhadas pelo mundo é programada para que só os indivíduos mais fortes realmente resistam.

Abaixo você vai ver uma lista de 11 treinamentos que são considerados os mais difíceis do mundo. Não preciso nem lembrar que trata-se apenas de curiosidade, não vá pensando em sair por aí repetindo isso em casa. Beleza?

1. BOPE (Brasil)

Não é nenhum exagero dizer que o treinamento de seleção do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Rio de Janeiro é um dos mais difíceis e desafiadores do mundo.

Criado em 1970, o Batalhão é especializado no combate ao crime em favelas cariocas, algumas delas, tidas como regiões mais perigosas até mesmo do que verdadeiros campos de guerra. Sendo assim, o treinamento para os aspirantes dura 3 meses e meio e é regido por uma palavra: resistência.

Retratado na ficção pelos filmes de José Padilha, quem conhece a realidade diz que ela é ainda mais dura do que o apresentado em "Tropa de Elite". O treinamento começa logo com o que é chamada de "mês do inferno", um período no qual os candidatos tem privação de sono (não dormem mais do que 3 horas por dia), negociam suas refeições em troca de exercícios enquanto ficam vários dias na selva em meio a atividades como longas marchas à cavalo, sem sela, e lutas corporais contra mais de um adversário ao mesmo tempo, resultando num processo que chega a selecionar menos de quatro candidatos num grupo de 50.

Tamanha dificuldade é usada de exemplo internacional, como é o caso dos SEALs, nos Estados Unidos.

2. SEALs (Estados Unidos)

Principal grupo de operação especial da Marinha dos Estados Unidos, os SEALs (sigla em inglês para Equipes de Mar, Ar e Terra) são submetidos a um dos mais rígidos treinamentos do mundo também.

Assim como o BOPE, o processo de seleção já começa com a pior fase, no caso deles, chamada de "Semana Infernal". Nestes sete primeiros dias, os recrutas também passam por privação de sono e testes de resistência ao frio.

Por se tratar de um treinamento da marinha, os exercícios na água são considerados prioridade. Os candidatos fazem testes de flutuação em alto mar, resistência ao frio na quebra das ondas, mergulhos em poços profundos sem visibilidade e testes de apneia onde precisam se livrar de algemas com as chaves presas no fundo do tanque. Depois de superar tudo isso, os 'baby' SEALs ainda terão dois anos de testes antes de se tornarem membros oficiais do grupo.

3. SAS (Reino Unido)

Outro treinamento onde a palavra de ordem é resistência é no Special Air Service (SAS) da Grã-Bretanha. Nele, os candidatos são largados no meio do nada e devem percorrer quase 65 quilômetros num período de vinte horas com algumas condições especiais.

Para começo de conversa, todos os candidatos ficam sem comer e sem beber durante o percurso. Além disso, devem carregar o peso de 25 quilo na mochila, além de seu próprio rifle. Por último, e pior, os recrutas tem suas botas trocadas e ficam com pares com tamanhos maior ou menor do que o de seus próprios pés.

Aqueles poucos que conseguem chegar no final da maratona, ainda são submetidos a um teste extra: correr mais 6,5 quilômetros em meia hora. Parece pouco pra você? Pois há relatos de que mais de 125 candidatos morreram ao longo dos últimos 15 anos, tentando ingressar no grupo.

4. GSG9 (Alemanha)

Não muito longe dali fica o GSG9, uma unidade da polícia alemã criada em 1972 para combater o terrorismo, além de resolver situação de sequestro, resgate de reféns e caça à fugitivos.

Existe pouca informação disponível sobre o treinamento desse batalhão, já que a identidade de seus membros é mantida em sigilo de estado. O que se sabe, porém, é que de cada cinco candidatos só um é aprovado e que seus testes tem como ponto alto o manuseio de armas de fogo.

Os candidatos são treinados durante um período de 22 semanas a aguentar a pressão psicológica de situações de grande risco e assim, aliando a resistência física à psicológica, essa unidade alemã ganhou todas as competições do Swat World Challenge realizadas no ano de 2005, uma espécie de olimpíadas das tropa de elite.

5. GIGN (França)

Outro batalhão que segue o mesmo princípio é o GIGN (Groupe d'Intervention de la Gendarmerie Nationale), batalhão especializado em resgate de reféns e sequestro de aviões, na França.

O treinamento que dura de 6 a 8 semanas tem como ponto principal as aulas de artes marciais e o manuseio de explosivos. Nele, os aspirantes aprendem a ter como objetivo paralisar o oponente e não matá-lo, até por isso, os testes com armas de fogo são extremamente rigorosos. Além da precisão, é fundamental que os atiradores tenham capacidade de realizar disparos em movimento e sob pressão. Só 10% dos candidatos conseguem chegar ao final.

6. Le Raid (França)

A unidade de combate ao terrorismo da polícia nacional francesa, criada em 1985, também conta com um dos treinamentos mais difíceis do mundo, basta dizer que existem apenas cerca de 60 membros desse batalhão.

Para participar não é necessário ser policial, qualquer cidadão francês pode tentar integrar o grupo, mas terá que passar por testes que focam sobretudo num quesito: claustrofobia.

Durante cerca de 9 meses, os candidatos devem ser aprovados em testes de lutas (com ênfase em boxe), tiro, pára-quedismo e ataque de cães, porém, o que faz deste processo um dos mais difíceis são provas como a de atravessar um túnel completamente escuro, em meio à tiros que passam de raspão e cães soltos latindo para provocar ecos e desorientar os candidatos.

7. Spetsnaz (Rússia)

Numa lista tão louca como essa, não poderia faltar russos. A Unidade para Fins Especiais Russas é um força de elite criada pós-Segunda Guerra Mundial que atua até hoje.

Para entrar no grupo é necessário passar por um período de testes de 5 anos que conta com os 5 primeiros meses com testes físicos e psicológicos destinados a reduzir drasticamente o número de candidatos.

Durante o treinamento, os candidatos devem manusear armas de fogo, aprenderem ações de sabotagem, combate de guerrilhas e operações urbanas, mas o que fez deste batalhão tão famoso é uma prática específica: os soldados devem atirar um no outro, no peito, para testar suas reações ao choque na hora em que forem feridos num combate real.

8. Shayetet 13 (Israel)

Especializada em operações antiterrorismo, resgate de reféns e interceptação de embarcações em alto-mar, a Shayetet 13 é a unidade de Forças Especiais da Marinha de Israel.

Durante quatro anos e meio, os soldados israelenses se tornam especialistas em mergulho com pouco visibilidade e em condições extremamente frias, além de praticarem paraquedismo e demolições de edifícios.

Seu treinamento é considerado um dos mais completos do mundo, pois além de incluir abordagens reais em alto mar, também inclui treinamentos urbanos como rapel em prédios e saltos de alguns dos edifícios mais altos de sua capital Tel Aviv.

9. Grupo de Serviços Especiais (Paquistão)

Partindo em direção ao oriente, chegamos ao Paquistão onde encontramos o treinamento do Grupo de Serviços Especiais, fundado na década de 1950.

Só para poderem tentar fazer parte deste grupo, os soldados paquistaneses devem primeiro superar os dois anos de serviço militar regular acumulando pontos. A partir daí, os primeiro colocados ganham o direito de se submeterem a uma bateria de testes de oito meses.

Entre as atividades do grupo estão corridas de oito quilômetros que devem ser completadas em quarenta minutos, cobertura de uma área de conflito de 60 quilômetros, sete missões de paraquedismo, cinco durante o dia e duas durante a noite, além de combates corporais e de resistência ao frio. Um detalhe interessante é que os candidatos assinam um pacto com o próprio sangue que os impede de sair, a menos que sejam dispensados por motivos de saúde.

10. Forças Especias da República da Coreia (Coreia do Sul)

Já na Coreia do Sul, para tentar uma vaga nas Forças Especiais da Republica da Coreia você deve ser, no mínimo, faixa-preta em Taekwondo, o que já inclui aí muitos anos de treinamento.

Mas este é só o começo. A principal atribuição do programa de treinamento do grupo criado na década de 1990 são os testes de resistência ao frio. Durante um período de pelo menos 10 dias, os recrutas são submetidos a atividades físicas na neve, durante o inverno coreano com temperaturas abaixo de 22ºC negativos.

Sem camisa, os soldados devem lutar na neve, esquiar carregando armas pesadas e ainda nadar em rios congelados. Tudo isso apenas para que, no final, os comandantes ainda tenham a prerrogativa de escolher apenas os melhores. Diante de tamanha dificuldade, muitos batalhões do exército americano também costumam se juntar ao sul-coreanos.

11. Fuzileiros Navais (Taiwan)

Outro lugar onde os soldados precisam enfrentar baixas temperaturas é em Taiwan, mas lá o Corpo de Fuzileiros Navais, braço da Marinha da República da China, se destaca por outro fator.

Treinados para terem força de reação rápida e reserva estratégica para combates chamados de "anfíbio" na terra e na água, os aspirantes a fuzileiros passam por testes que incluem se rastejar por trechos de até 50 metros cheio de corais e rochas. Sem camisa. Ou seja, pra integrar o exército de Taiwan é preciso ralar muito!

12. SASR (Austrália)

Chegando ao fim da lista, lá do outro lado do mundo, encontramos a Special Air Servic Regiment (SASR), um braço das Forças Especiais do Exército da Austrália criado após o fim da Segunda Guerra Mundial.

O grupo conta com apenas 100 homens e mulheres e conta com um dos treinamento mais cruéis do mundo. Uma das etapas do teste obriga que os candidatos, completamente nus, tenham suas cabeças cobertas por um saco e sejam jogados em celas desconfortáveis onde são obrigados a ficar em posições de stress por horas, sem dormir e sem comer. Tal processo é tão desgastante que não só a maioria das pessoas desiste como há relatos de que pelo menos 48 soldados já morreram durante o processo de seleção ao longo dos últimos 50 anos.

Se isso não é testar os limites do corpo humano, não sei o que é.


publicado em 26 de Junho de 2017, 20:08
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Breno França

Editor do PapodeHomem, é formado em jornalismo pela ECA-USP onde administrou a Jornalismo Júnior, organizou campeonatos da ECAtlética e presidiu o JUCA. Siga ele no Facebook e comente Brenão.


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