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Aprendendo (de novo) a andar de bicicleta

Quando cheguei em São Paulo na semana passada, o taxi passou por uma das pontes sobre o rio Pinheiros. Observei uma longa pista vermelha acompanhando uma de suas margens. Elas iam longe, pra um lado e para o outro, a perder de vista. Eu perguntei ao taxista o que era, e ele disse que era uma ciclovia.

Que coisa mais legal.

Ciclovia do Rio Pinheiros, em São Paulo (SP)

Dois dias depois encontro uma amiga. Ela me conta que comprou uma bicicleta, que tem grupos enormes de ciclistas se encontrando em vários locais da cidade, que estava participando de alguns e que estava gostando demais disso. Eu comentei da ciclovia. Na mesmo hora demos um jeito de arranjar uma bicicleta a mais para fazermos uma pedalada no final de semana.

Eu passei a infância em cima de uma bicicleta. Mas nos últimos 15 anos eu não devo ter pedalado mais do que 50 metros. E lá fomos nós. Manhã ensolarada e bonita de domingo. Ela com uma bike importada, capacete, tênis, buzina, farol, retrovisor. Eu com uma magrela genérica de selim baixo. E usando chinelos.

Dicas avançadas de segurança no ciclismo

Rodamos uns 15 minutos por longas ciclovias montadas com cones, entre muitos outros ciclistas, até chegar na Ponte Cidade Universitária, onde entramos na Ciclovia Rio Pinheiros. Dali fomos até a Ponte Estaiada, descansamos uns 10 minutos e fizemos o trajeto de volta. Rodamos uns 20Km. Programa simples de uma vez, fácil de viabilizar, barato, saudável, diferente.

Oi

Eu não manjo nada de ciclismo, mas arrisco algumas impressões pessoais que tive. Pra começar: bike importada ajuda, mas se você passou a infância montando magrelas tortas, sabe que dá pra começar bem mais simples – talvez sirva aquela já meio abandonada e de pneus murchos na garagem de um tio. Se você vai mais longe ou andar por calçadas ruins e entre carros, um capacete é bem recomendável . Calçar tênis é bom pra não se atrapalhar com os pedais. Uma mochila pequena com água e celular e carteira também pode ser útil.

No mais, acho que é questão de bom senso sobre como, onde e quando pedalar.

Eu gostei muito da experiência. Me deu vontade de arranjar uma bicicleta e de alguma forma incluir ela na minha rotina em Joinville (SC), onde moro.

Cuidado com as capivaras mutantes do Rio Pinheiros

Sei que há uma grande mobilização com o lance de ciclismo. Aqui, de longe, às vezes me parece algo até meio movimentarista. Mas eu particularmente não gostaria de entrar nessa discussão. Meu interesse é mais simples: há um tempo tenho procurado me exercitar mais, melhorar a rotina e a alimentação. Cada pequena alternativa nesse sentido, pra mim, vale ouro. Sei de bastante gente ao redor com essa vontade também, por isso pensei em deixar a ideia por aqui.

Se você mora em São Paulo, no site da CPTM tem algumas informações sobre como chegar na Ciclovia Pinheiros. E eu queria pedir dicas para os mais experientes. Que outras recomendações vocês dão pra quem quer começar ou ao menos experimentar a coisa?

E aí na sua cidade, quais são as opções?


publicado em 13 de Agosto de 2012, 13:06
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Fábio Rodrigues

Trabalha em espaços onde se pode aprender como melhorar as relações, cultivar o mundo interno e florescimento humano — sem oba-oba, com os pés no chão do cotidiano. Coordenador do lugar, tutor no CEBB Joinville, professor do programa Cultivating Emotional Balance, artista visual, pai do Pedro.


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