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Corredores que você deveria conhecer

O maior desafio de quem quer começar a correr é o estímulo.

Mas é preciso ir.

Seja para perder peso, melhorar o estilo de vida ou conhecer pessoas – já que correr, quando o assunto é relacionamento interpessoal, é tão bom quanto balada –, a corrida necessita de um incentivo externo. Não à toa, centenas de grupos de corredores são montadas a cada prova, evento, ou manhã em um parque qualquer.

Existem homens que não só passaram por essa mesma fase de adaptação esportiva e social como foram além: tornaram-se exemplos de determinação e perseverança no atletismo profissional e amador.

Correram, correram muito. E chegaram lá.

Steve Prefontaine

Não vejo ninguém

O americano era conhecido pela coragem imposta nas pistas. Corria mais pelo desafio do que qualquer outro motivo. Estabeleceu 14 recordes olímpicos para os EUA. Além de um fenômeno esportivo, foi também muito dedicado à vida profissional e pessoal. Tinha três empregos e morava em um trailer, com aluguel de 60 dólares por mês. Colecionava selos para trocar por comida.

Prefontaine fez parte da equipe de corrida mais famosa do mundo, a Athletic West, composta por atletas amadores para popularizar a corrida fora das escolas. Morreu aos 24 anos em um acidente de carro.

Haile Gebrselassie

Hegemonia africana em excelentes pés

Com mais de 27 recordes entre provas de três mil a 42 mil metros, entre eles o atual melhor tempo na Maratona de Berlim de 2008, o etíope detém o apelido de “Imperador” no mundo do atletismo. Com todos os prêmios que ganhou ao longo da carreira – as 108 provas em 56 cidades –, voltou-se para a população carente da Etiópia.

Atualmente, Haile possui dois hotéis, uma academia, um cinema e uma revendedora de automóveis, empregando mais de 400 pessoas. Além disso, administra duas escolas equipadas com tecnologia de ponta e mais de 1200 alunos que recebem instrução de alto nível.

Usain Bolt

Marrento, muito marrento. Mas também melhor de todos

Tido como o maior velocista de todos os tempos, o jamaicano vai de 0 a 100 metros em 9,58 segundos, marca que impera como atual recorde para a distância. Recebeu a primeira medalha aos 15 anos, no Campeonato Mundial de Atletismo Junior, quando alcançou 200 metros em 19,75 segundos.

“Lightning Bolt”, como foi apelidado em uma alusão a um relâmpago, é uma máquina de quebrar recordes de curtas distâncias. É dono de uma das frases mais motivacionais no esporte:

Sempre há limites. Eu não conheço os meus.

Abilio Diniz

O dono da bola

O empresário brasileiro de 75 anos, dono do Grupo Pão de Açúcar e outras subdivisões, começou a correr com o intuito de melhorar sua qualidade de vida. A primeira meta na corrida era finalizar dois quilômetros e meio. Sem objetivo de tempo e ritmo, apenas distância. Criou a mais famosa prova de revezamento do país: a Maratona Pão de Açúcar.

Atualmente, Abílio corre seis vezes por semana, além de pedalar e frequentar a academia. Diz que só não treina as segundas-feiras porque entra muito cedo no trabalho.

Nota do editor: Like a boss fail.

Oferecimento: Desafio Pharmaton

A última prova do Desafio Pharmaton reuniu todos os atletas que buscavam uma mudança na rotina e melhor qualidade de vida. Diversos estereótipos, diversos objetivos, mas uma vontade: superação. Assim sendo, fomos divididos em grupos de ritmo, conforme análise e acompanhamento realizados ao longo do programa de treinos.

Primeiro largaram os corredores que concluiriam os 5 km de percurso 25 minutos. Em seguida, os que fariam cada quilômetro em cinco minutos. Por último, os que correriam toda a distância em menos de 20 minutos. Além da dificuldade citada acima, não poderíamos olhar o tempo no relógio. Era tudo uma questão de compreender o corpo, entender o ritmo, forçar ou diminuir a velocidade. E mais: todos os corredores deveriam cruzar a linha de chegada juntos.

Última prova do desafio pediu mais concentração do que nunca

Recebi a responsa de carregar uma câmera que gravaria todo o percurso. Logo, corri por último. Minha motivação foi garantir que a imagem sairia como o combinado e, portanto, corri com vontade. Muita, eu diria. Quase ‘quebrei’ (desistir) nos primeiros quilômetros, mas com dores aqui e ali finalizei o percurso. Todos ficaram emocionados ao perceberem a evolução. E comemoraram.

Ao fim do desafio os corredores comentavam entre um café e outro, um gole da água e uma mordida de uma fruta o quanto estavam satisfeitos com a prova. E disseram que irão além. “Vou treinar para uma maratona, agora”, disse um. “E eu quero fazer o meu melhor tempo nos 10 quilômetros”, respondeu o outro.

Link YouTube | Imagens da prova final do Desafio Pharmaton

O benefício da corrida vem não só fisicamente, como melhora na circulação, função pulmonar e outros, mas também no psicológico. A pessoa que corre se torna competidora, desafiadora dos seus próprios limites. Aprende a ter disciplina com o corpo e cumpre suas metas, a partir de então.

Correr não é só uma atividade física, mas um degrau que constitui a escada da evolução vital de cada ser humano.


publicado em 13 de Setembro de 2011, 06:17
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Bruno Acioli

Bruno Acioli é jornalista, corredor e cosplay do Paulinho Vilhena. É obrigado a cozinhar sempre que o miojo acaba e adora discutir a guerra dos sexos. Ele escreve no A Melhor das Intenções.


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