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O PdH e a nossa relação com a Publicidade

Esse é um papo que temos levado continuamente com vocês. É chegado o momento de consolidar a discussão e colocar todos na mesma página. Abro com um email enviado pelo leitor Alexandre Nunes:

O email

"Gostaria de, resumidamente, explicar por que leio PdH todos os dias.
Estou com 24 anos, sou advogado há 2 e sempre procurei evoluir e melhorar como homem. Acontece que invariavelmente me frustrei com tentativa anteriores.
O PdH se preocupa em ajudar os homens a SEREM homens, e não a parecerem homens.
Já fui assinante de Men's Health, já comprei muitos guias de estilo e já li diversas edições de revistas que juravam ensinar aos homens como serem homens de verdade. Acontece que quando você pratica esportes, faz dieta, se veste bem, você não é homem, você PARECE HOMEM. Nada contra, pois pratico esportes, me visto bem e faço dieta.
Vocês vão me entender.
Padrões éticos, comportamentais e diretrizes de caráter vão muito além da casca, do make-up. Gosto muito daquela campanha de uma fragrância da Hugo Boss que diz: "Hugo, just a fragrance. The rest, is up to you". É isso aí, man. Esse é o ponto. O perfume só vai te deixar mais perfumado, a roupa vai te deixar mais bonito e por aí vai... mas nada disso vai te fazer se homem de verdade.
Lamento ter conhecido o PdH quando já estava com 23 anos, mas recomendo pra todos e, sinceramente, me sinto em débito com vocês.
É isso aí. Um abraço."
–Alexandre

Sim, é isso.

Nascemos com esse propósito, mantemos a mesma linha guia e não pretendemos alterar nosso curso.

Aqui entra o gancho para abordarmos o ponto crítico dessa história: qual o meio hábil para a construção do PdH?

Primeiro e acima de tudo: a paixão de cada um dos envolvidos no projeto.

Segundo: dinheiro.

A paixão dos envolvidos os leva a investir tempo, valiosas horas em prol de algo maior, no qual acreditam. Para produzir algo realmente único, a equação pede grandes talentos. Grandes talentos são disputados a unhas e dentes por corporações e multinacionais.

PdH = homens de talento x tempo investido

Entendem?

Hoje temos cinco pessoas trabalhando em tempo integral. Vou falar um pouco delas.

Gustavo Gitti, Editor-Chefe

Zen master, comedor nato

Nosso atual editor-chefe acompanha o projeto desde suas raízes. É, sem sombra de dúvidas, um dos melhores produtores de conteúdo do Brasil hoje. Uma agência de publicidade não teria problemas em lhe oferecer R$10.000,00 por mês para coordenar um núcleo editorial.

Felipe Ramos, Diretor de Novos Negócios

Guerrilheiro nativo das FARC, business man incansável

Formado em Administração e Marketing pela ESPM, largou posição como Diretor Nacional de Atendimento em renomada agência de publicidade para entrar em nosso barco, full time. Assim como Gitti, poderia estar em um cargo tradicional vestindo terno e faturando mais de R$10 mil por mês.

Gus Fune, TI & Mídia

Cyborg composto de 0s e 1s, quase humano

Formado (quase) pela UNB, deixou Brasília para vir morar em São Paulo e se dedicar integralmente ao PdH. Coordena a equipe de ogros digitais que mantém nossos servidores de pé. Quando o servidor cai, não é falha dele, é simplesmente excesso de visitas. Manter a casa de pé é caro.

Pablo Fernandes, Gerente de Comunidade

Oriundo das praias, adora uma sombra com água fresca

Estudante de Direito e Publicidade. É o nosso Gerente de Comunidade, sempre presente. Cara foda, de coração enorme e grande futuro.

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O zé buceta acima sou eu

Além dos quatro acima, também me sustento hoje com o faturamento do nosso portal {aos interessados, meu wiki-currículo}. Criei no final de 2006 e somente ao final de 2007 entrou o primeiro real de lucro.

Todos ganham menos do que o ganhariam caso estivessem no "mercado".

Nossos Drs e as dezenas de colaboradores que nos enviam textos não recebem um tostão por isso. Pagamos quando se trata de publieditoriais. Nos demais casos, escrevem por paixão, por acreditar e valorizar pra caralho o espaço que temos aqui.

Como é nosso dia-a-dia nos bastidores?

Semana que vem vamos até o banco negociar uma linha de crédito pois necessitamos de mais liquidez em nosso caixa para lidar com as despesas correntes.

O novo layout custou caro para termos o design, a arquitetura da informação e a programação com a qualidade exigida. A carga estrangulou nosso servidor antigo. Mudamos para um teoricamente muito maior e melhor. Não deu conta. Nas últimas 48h, caímos várias vezes, como bem notaram. Encontramos novo servidor, agora tudo parece estar de volta à normalidade. Enquanto isso, viramos noite pra resolver o problema. A produção editorial ficou travada, não dava pra publicar nada novo nos períodos instáveis.

Visitamos agências para apresentar nosso novo mediakit. Recebemos o prêmio de site do ano pelo YouPix e fomos destaque na matéria "Homens 2.0", da revista Proxxima, uma das mais respeitadas do mercado nacional de comunicação. Vendemos novas campanhas, tivemos ideias recusadas. Procuramos novos autores, estudamos as respostas de vocês sobre a volta do fórum e sobre a chegada das PdH News.

Isso é apenas uma pequena janela de nosso dia-a-dia. E nada, absolutamente nada disso, nos incomoda.

Mas uma coisa nos incomoda, e muito.

A crítica inconsequente de certos leitores

"Outro artigo patrocinado.
Daqui a pouco nem precisa mais avisar com o logotipo."
(comentário de Rogério, no artigo Estresse inevitável. Ser estressado é opcional).

PORRA.

Entendo o ponto de vista do leitor, que pode se sentir explorado diante de um volume de inserções publicitárias acima do que ele considera adequado. No entanto, isso nos enche de frustração. Por isso recapitulo e compartilho três pontos fundamentais sobre nossa postura:

1. Toda e qualquer publicidade é identificada.

Fomos os pioneiros, juntamente com o Dinheirama, ao lançar a Campanha pela Transparência Online. Nenhuma agência de publicidade fez isso. O IAB (Internet Advertisement Buerau) fez recomendações similares muito tempo depois de nossa iniciativa.

2. Selecionamos com extremo cuidado nossos parceiros e produzimos os melhores publieditoriais da web.

Sim, não tenho medo de passar por arrogante com essa afirmação. Apesar de nem todos serem brilhantes, a constância com que entregamos conteúdo de alto nível para as marcas é ótima. Nosso principal crivo é: publicamos somente artigos que teriam espaço independentemente do patrocínio. Resultado de muito esforço, estudo e ouvido atento para todas as críticas de vocês.

3. A publicidade que veem aqui mantém o PdH vivo.

Hoje, nosso atual modelo de negócio é inteiramente baseado na publicidade. Ela bombeia o sangue por nossas artérias. O projeto que tanto amam, elogiam, criticam, atacam, vivem, existe e é mantido pelo dinheiro investido por anunciantes.

O dinheiro que sobra é reinvestido. Queremos partir para o mobile, para o mercado impresso, fazer eventos, produtos. Estamos aqui pra chacolhar com o atual estado das coisas. Mais do mesmo é apenas mediocridade. Somos eternos inconformados e queremos ir cada vez mais longe.

O apoio incondicional de vocês é um pilar essencial para nosso crescimento contínuo.

Um pacto

Portanto, proponho um pacto. Quando surgir novo anunciante:


  • cliquem nos banners – quanto mais clicks, melhor pra eles e pra nós.

  • conheçam o site dos caras.

  • leiam os publieditoriais e acessem os branded channels sempre lembrando de que o conteúdo é produzido como qualquer outro não patrocinado.

  • critiquem o que acharem ruim nos comentários.

  • elogiem o que gostarem nos comentários.

  • caso vejam sentido em nossas promoções, participem.

São atitudes simples que vão fortalecer o todo. Somos uma grande comunidade, uma grande tribo. A publicidade não é nossa inimiga. Muito pelo contrário, é o meio hábil para nosso fortalecimento.

Conto com a compreensão de vocês, sempre.

Vamos juntos!


publicado em 21 de Junho de 2010, 05:49
File

Guilherme Nascimento Valadares

Editor-chefe do PapodeHomem, co-fundador d'o lugar. Membro do Comitê #ElesporElas, da ONU Mulheres. Professor do programa CEB (Cultivating Emotional Balance). Oferece cursos de equilíbrio emocional e escreve pequenas ficções no Instagram.


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