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Talvez as coisas cotidianas não sejam tão banais assim

Um curta pra gente revisitar nossa bolha e sair dela.

Em todo clichê há, talvez, algo de absoluto, de irrefutável. Por isso se criam, se formam, se repetem. Esses dias ouvi uma frase dessas, clichezona: “só se sai do lugar com algum grau desequilíbrio”,

Ela contém em si algo de tão evidente que nem paramos pra pensar nisso.

“Depois das Nove”, filme de 2008 dirigido por Allan Ribeiro, nos mostra um pouco da vida de um personagem que, depois de alguns infortúnios, consegue sair um pouco da bolha que vive e enxergar o óbvio que a rotina não nos permite.

Não sei vocês, mas quando vejo que um filme está tentando me mostrar o sentido da vida ou, ao menos, como eu deveria vivê-la, eu ergo todos os escudos possíveis contra ele. Nada mais chato do que ser catequizado. E pra mim, o mais legal do curta dessa semana é que ele faz exatamente o oposto. Nos convida a olhar um personagem (que o filme trata com muita generosidade, aliás), e a partilharmos um pouco de sua vida, de igual pra igual.

Como é difícil percebermos e olharmos para coisas que já estão lá.

Sem mais delongas, aqui (bom filme!):

Link do Youtube


publicado em 15 de Março de 2017, 14:20
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Paulo Leierer

Escreve e dirige (tirou sua carta em 2003). É apaixonado por cinema desde que viu "Esqueceram de Mim" e morre de vergonha de escrever em terceira pessoa.


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