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O balé brutal e a beleza do esporte

Um convite para resgatar os grandes momentos que o esporte nos proporciona

A gente vive um momento curioso da humanidade. Quase tudo que temos como entretenimento está aos poucos se transformando num produto muito bem empacotado e, consequentemente, caro.

Recentemente publicamos aqui uma tradução que falava sobre a arte perdida da diversão barata. Se você ainda não leu, recomendamos fortemente.

Nossa rotina é planejada sob a crença de que precisamos encontrar um ritmo de vida menos intenso e alucinante do que o século 21 nos sugere.

Acreditamos que precisamos ter tempo para nossas celebrações, nossa qualidade de vida, para reunir nossos amigos e cuidar da família.

Precisamos voltar a encontrar o prazer, a diversão e o entretenimento sem que seja necessário gastar muito dinheiro com isso.

Não é a toa nossa fixação por luzinhas baratas de decoração.

Da minha parte, como pessoa que ama esporte, dá pra sentir isso na pele. Ao mesmo tempo que hasteamos a bandeira da profissionalização, estamos criando camadas e mais camadas em torno do produto real que é a prazerosa competição que o esporte nos proporciona.

A superação dos limites. A busca pela excelência. A plenitude do desempenho humano. Há uma certa beleza em tudo isso.

Podemos aplicar ao futebol, ao basquete, ao beisebol, a muitos outros esportes, inclusive ao boxe. As camadas que estamos criando estão impedindo que a gente simplesmente possa ver um joguinho aqui outro ali do time ou do atleta que a gente gosta, sem ter que pagar muito por isso.

Pra citar um exemplo, em junho desse ano, publicamos um artigo completo baseado no ranking divulgado pela revista Forbes com os 25 atletas mais bem pagos do mundo em 2015. Na ponta de cima, dois lutadores de boxe. Paccquiao e Mayweather protagonizaram a ‘luta do século’ e movimentaram cifras assustadoras.

Mas, ao contrário do que este artigo sugere até agora, não estamos propondo uma análise profunda sobre esse empacotamento pomposo do entretenimento – isso é assunto pra outro dia. Hoje nós só queremos convidar você para contemplar a beleza que o esporte pode proporcionar.

Para isso, pegamos emprestado mais um belo vídeo do Devour.com. Abaixo você acompanha a narrativa curtinha e poética sobre o boxe ou, como eles preferem chamar, o balé brutal.

 

Nesse clima de final de ano, deixe nos comentários suas referências de belos momentos do esporte. Vale lutas, mas vale outras modalidades também.

Estejam convidados a continuar o papo.

Pra quem gosta, leia também:

"O que aprendi com as Artes Marciais", com Yasin Mengüllüoglu

"O que aprendi com as artes marciais", com Cemil Uylukçu

Carta de um professor de artes marciais


publicado em 09 de Dezembro de 2015, 17:40
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Breno França

Editor do PapodeHomem, é formado em jornalismo pela ECA-USP onde administrou a Jornalismo Júnior, organizou campeonatos da ECAtlética e presidiu o JUCA. Siga ele no Facebook e comente Brenão.


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